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Príncipe volta do Afeganistão e diz que não se considerar herói

Após quebra de acordo com a imprensa, acaba sigilo da operação militar de Harry, que volta à Inglaterra

Efe,

01 de março de 2008 | 20h52

O príncipe Harry da Inglaterra assegurou nesse sábado, 1, que não se definiria como "um herói" e confessou sentir-se "um pouco decepcionado" por ter retornado ao Reino Unido, após o vazamento da notícia de que estaria servindo no Afeganistão. "Não diria que sou um herói, não sou mais do que qualquer um. Há milhares e milhares de soldados lá fora", disse o jovem, terceiro na linha de sucessão ao trono britânico, em entrevista concedida à imprensa britânica pouco após sua chegada ao Reino Unido. Em sua opinião, aqueles que são verdadeiros heróis são dois soldados que viajaram com ele do Afeganistão até o território britânico, feridos pela explosão de uma mina. Harry, que passou dez semanas combatendo os talebans no Afeganistão, disse que não esperava sua retirada do país, o que qualificou como "uma pena".  "Agora estou de novo aqui, o que no fundo é bastante agradável. Desejo tomar um banho... Mas não, eu gostaria de ter ficado com os meninos", afirmou. O príncipe, de 23 anos, agradeceu aos meios de comunicação britânicos por terem mantido o acordo de não divulgar informações sobre seu envio ao Afeganistão, mas se queixou de que novamente "a imprensa estrangeira" tenha "revelado o segredo". Harry contou que estava no deserto, próximo do antigo reduto taleban de Musa Qala, quando a história vazou. Apesar dos desafios enfrentados, o príncipe assegurou que desfrutou do anonimato de viver e trabalhar no deserto, e disse que este tempo no Afeganistão foi um dos mais felizes de sua vida.  Sobre seu futuro, o filho mais novo de Charles e Diana disse que se reunirá com seu oficial de comando para examinar suas opções e insistiu que não planeja deixar o Exército.  O príncipe também afirmou que espera que seus dias na frente de batalha não tenham acabado. "Espero que isto tenha provado que o sistema pode funcionar e que a imprensa britânica cumpre os acordos".  Harry retornou hoje junto a outros 170 soldados à base da Real Força Aérea Britânica de Brize Norton, em Oxfordshire (sul da Inglaterra), onde foi recebido por seu pai e por seu irmão. O príncipe passou as últimas dez semanas em segredo na província de Helmand (sul afegão), uma das mais perigosas do país e onde se encontra a maior parte das tropas britânicas. No Afeganistão, Harry atuou como Controlador de Ataque Conjunto, mais conhecido como "JTAC", trabalho que consiste em realizar uma vigilância aérea detalhada por trás das linhas dos talebans e, inclusive, ordenar ataques aéreos contra posições inimigas. A Defesa britânica queria manter a presença do príncipe em segredo, e para isso fez um acordo com os meios de comunicação que, em troca, receberiam imagens e informações sobre o cotidiano de Harry, que seriam divulgadas no fim de sua missão. No entanto, o site americano "Drudge Report", o mesmo que em 1998 revelou o "escândalo Monica Lewinsky", divulgou a informação, quebrando o acordo.  Diante da situação, os comandantes militares britânicos avaliaram os riscos da presença do jovem príncipe no Afeganistão e optaram por sua retirada "imediatamente".

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