Prioridade de Sarkozy é libertação de francesa detida no Irã

Clotilde Reiss foi presa sob a acusação de instigar os protestos após as eleições que respaldaram Ahmadinejad

Efe,

10 de agosto de 2009 | 12h53

O governo da França anunciou nesta segunda-feira, 10, que a libertação da francesa Clotilde Reiss, detida no Irã sob a acusação de instigar os protestos após as eleições no país islâmico, é "a grande prioridade" do Ministério de Exteriores.

 

Segundo um porta-voz do Ministério, o governo se mobilizou em todos os níveis para a libertação de Clotilde e de Nazak Afshar, franco-iraniana que trabalha na Embaixada da França em Teerã e que também foi detida por motivos similares

 

"A mobilização da França é total" para conseguir esse objetivo, segundo o porta-voz, que acrescentou que o Executivo francês está também preocupado com as "medidas brutais de repressão" exercidas pelas autoridades iranianas contra os que protestaram contra a polêmica reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad.

 

Essa preocupação aumentou depois que um dos candidatos da oposição, o reformista Mehdi Karroubi, denunciou que alguns dos manifestantes detidos, homens e mulheres, foram violados. A denúncia só "reforçou a inquietação" expressada pela França e pela comunidade internacional em torno da situação atual no Irã, acrescentou o porta-voz.

 

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, "acompanha de perto a evolução do assunto e fez da libertação de Reiss uma prioridade", disseram fontes do Eliseu.

 

As acusações que pesam sobre ela são "infundadas", segundo o ministro de Exteriores francês, Bernard Kouchner, que denunciou nesta segunda-feira, em entrevista ao jornal Le Parisien, que o processo contra a jovem francesa aconteceu "sem advogado e com um limitado respeito à defesa".

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