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Procuradoria sueca descarta interrogar fundador do Wikileaks por assédio sexual

Julian Assange diz ser vítima de perseguição por divulgar documentos sobre guerra ao Taleban

Efe

23 de agosto de 2010 | 13h38

ESTOCOLMO - A procuradora-geral sueca, Eva Finné, descartou nesta segunda-feira, 23, interrogar o fundador do site Wikileaks, o australiano Julian Assange, enquanto investiga as denúncias por crimes sexuais apresentadas contra ele.

"Vou estudá-las minuciosamente e tomarei uma decisão sobre a qualificação (das acusações) nos próximos dias", afirmou Finné hoje em Estocolmo. Ela rejeitou entrar em detalhes sobre por que a Procuradoria retirou a ordem de prisão ditada um dia antes contra Assange, por estupro.

A procuradora se limitou a repetir que sua decisão de revogar a ordem emitida na sexta-feira ocorreu porque, no dia seguinte, ela contava com "mais informações" sobre o caso.

Embora Assange já não seja oficialmente suspeito de estupro, a procuradoria sueca reiterou hoje que mantém abertos dois casos relacionados com duas diferentes denúncias por crimes sexuais.

 

O primeiro caso se refere a uma denúncia por assédio sexual e, o segundo, por estupro, uma acusação que Finné revogou por falta de provas, mas deverá revisá-la para investigar se há fundamento para outra acusação.

Assange, que está de férias na casa de um amigo no norte da Suécia, negou as acusações e insinuou que pode se tratar de retaliação para prejudicar o Wikileaks, que recentemente ganhou fama e inimigos por publicar mais de 70 mil documentos secretos do Exército dos Estados Unidos sobre a Guerra do Afeganistão.

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