Prodi pede voto de confiança para continuar no governo

Premiê italiano quer saber se seu mandato ainda tem 'legitimidade' após Udeur se retirar do Executivo

Efe,

22 de janeiro de 2008 | 14h58

O primeiro-ministro da Itália, Romano Prodi, pediu nesta terça-feira, 22, um voto de confiança na Câmara dos deputados e no Senado para verificar se seu Executivo ainda tem "legitimidade" para continuar no Governo após os democratas-cristãos da União Democráticos para a Europa (Udeur) deixarem o Executivo. Prodi compareceu nesta terça ao Congresso para comentar a atual situação política depois que a Udeur resolveu abandonar a coalizão governamental, deixando o Executivo em minoria no Senado.  O chefe do Executivo italiano justificou a decisão de pedir o voto de confiança ao afirmar que "apenas o Parlamento pode determinar se um Governo tem a legitimidade de continuar trabalhando". "Não são os debates televisivos, nem a imprensa que determinam a sorte de um Governo, apenas o Parlamento", explicou. Prodi comentou então: "Assim os colegas deputados terão que assumir a responsabilidade pela qual foram escolhidos". "Este Governo nasceu graças a um pacto, assinado por todos os partidos que faziam parte da coalizão de centro-esquerda e no qual se comprometiam a apoiá-lo durante toda a legislatura", acrescentou. O secretário da Udeur, Clemente Mastella, que renunciou na semana passada ao cargo de ministro da Justiça, anunciou na segunda-feira a sua saída da coalizão e que votaria contra a confiança a Prodi. Na seqüência, Prodi fez um resumo das conquistas de seu Governo em matéria econômica e social e pediu "continuidade" para seguir com a reforma do país. "Esta é a síntese do trabalho feito pelo Governo e que apresento com orgulho ao Parlamento. Agora peço que vocês votem a confiança", concluiu. As declarações de voto no Congresso começarão nesta quarta, 23, às 12h de Brasília, e a confiança será votada cerca de duas horas depois. Ainda não está confirmado o comparecimento de Prodi perante o Senado quando a votação começar. Apesar de a Udeur ter manifestado sua intenção de não apoiar o Governo, Prodi ainda obteria a maioria no Congresso, segundo os últimos cálculos. O grande problema, como tem sido desde o início da legislatura, será a votação no Senado, onde a coalizão governamental contava até agora com duas cadeiras de vantagem, mas ficou em minoria ao perder o apoio dos três senadores da Udeur.

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