Prodi perde apoio de três senadores antes de voto de confiança

Sem o sufrágio do Partido Liberal Democrata, cresce expectativa de que premiê irá renunciar

REUTERS

23 de janeiro de 2008 | 10h36

O Partido Liberal Democrata, que integra a coalizão de governo italiana, informou que seus três senadores não irão respaldar o primeiro-ministro Romano Prodi num voto de confiança que acontece nesta quarta-feira, 23.   Com a decisão, a posição do chefe de governo italiano começa a ficar insustentável, e já são grandes as expectativas de que ele irá renunciar.   O voto de confiança determinará o futuro do governo de centro-esquerda de Prodi, já que a saída de um aliado acabou com a maioria do premiê no Senado.   Na terça, 22, ele pediu um voto de confiança na Câmara dos deputados e no Senado para verificar se seu Executivo ainda tem "legitimidade" para continuar no governo após os democratas-cristãos da União Democráticos para a Europa (Udeur) deixarem o Executivo.   Antes da votação, Prodi fez uma visita surpresa ao palácio presidencial, segundo testemunhas.   O premiê conversou com o presidente por cerca de 30 minutos.   As declarações de voto no Congresso começaram às 12h de Brasília, e a confiança será votada cerca de duas horas depois. Ainda não está confirmado o comparecimento de Prodi perante o Senado quando a votação começar.   Apesar de a Udeur ter manifestado sua intenção de não apoiar o governo, Prodi esperava obter a maioria no Congresso, segundo seus últimos cálculos. No entanto, com a retirada de apoio do Partido Liberal Democrata, a situação torna-se incerta.   O grande problema, como tem sido desde o início da legislatura, será a votação no Senado, onde a coalizão governamental contava até agora com duas cadeiras de vantagem, mas ficou em minoria ao perder o apoio dos três senadores da Udeur.   Texto atualizado às 14h43

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