Prodi rejeita renúncia de ministro por prisão da esposa

Autoridade anuncia saída do cargo após mulher ser impedida de sair de casa por denúncias de corrupção

Efe e Reuters,

16 de janeiro de 2008 | 13h19

O primeiro-ministro italiano, Romano Prodi, rejeitou o pedido de renúncia do ministro da Justiça, Clemente Mastella, apresentado depois que um juiz ordenou a prisão domiciliar de sua mulher, Sandra Lonardo, informou em uma nota a Presidência do governo. Prodi rejeitou a renúncia após se reunir com Mastella, líder do democrata-cristão Udeur, que afirmou que agradecia o gesto de Prodi e que refletirá. A mulher dele, presidente do conselho de governo da região da Campânia, é suspeita de corrupção. Segundo Mastella, a acusação serve para desacreditá-lo. Mastella disse que é visto "por algumas facções extremistas" da magistratura como um "inimigo a ser abatido". O mandado de prisão contra Sandra Lonardo foi expedido na quarta-feira. "Acho que este é um preço amargo que meu marido e eu estamos pagando por nossa defesa dos valores católicos e dos princípios de moderação e tolerância contra o fanatismo e o extremismo", disse ela à agência Ansa. Mastella era um dos nomes mais conservadores do governo e havia tido vários atritos com a ala esquerdista, o que já o havia levado a ameaçar derrubar o governo. Ele já havia sido ministro no gabinete direitista de Silvio Berlusconi e despertara polêmica em 2000 por ser padrinho de casamento de um mafioso confesso. "Agradeço a Prodi por ter me confirmado sua confiança, mas neste momento é mais importante que esteja junto a minha mulher. Qualquer decisão virá depois", afirmou Mastella em nota lida por seus Colaboradores. Após a reunião com Prodi, Mastella foi para sua casa em Ceppaloni (sul) para fazer companhia a sua mulher. Para o porta-voz do Udeur no Senado, Tommaso Barbato, apesar do pedido de Prodi de retirar sua renúncia, Mastella "a confirmará". O Udeur, no entanto, não tem intenção de retirar seu apoio à coalizão governamental.

Tudo o que sabemos sobre:
Itáliarenúncia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.