Professores e funcionários públicos protestam na Grã-Bretanha

Professores e funcionários públicos marcharam pelas ruas e depredaram prédios do governo em diversas partes da Grã-Bretanha nesta quinta-feira, em protesto contra as reformas previdenciárias que devem ser implementadas pelo governo.

STEFANO AMBROGI E PAUL SANDLE, REUTERS

30 de junho de 2011 | 13h21

As greves, semelhantes aos protestos que vem acontecendo na Europa continental contra as medidas de austeridade impostas para reduzir a dívida, são as primeiras no país e, segundo os sindicatos, fazem parte de uma onda de ações contra as medidas do governo britânico para cortar o valor das aposentadorias no setor público.

"Esse país está sendo liderado por pessoas que são privilegiadas, pessoas que ganham muito dinheiro... A distância entre os ricos e os pobres está aumentando. Não achamos que nós deveríamos sofrer por isso", disse Martin Pitcher, de 35 anos, um professor do ensino fundamental que estava participando do protesto no centro de Londres.

A manifestação parou o trânsito em algumas das principais vias da cidade, enquanto milhares de trabalhadores e simpatizantes carregavam banners e faziam barulho com seus apitos.

"Estamos aqui para proteger nossas aposentadorias. Também estamos lutando pelas pensões e contra os cortes de gastos do governo em geral. Estou preocupado com minha aposentadoria porque quando eu calculo o que vou receber, não é o suficiente para viver", disse Simon Korner, professor universitário de 54 anos.

Aproximadamente um em cada oito trabalhadores do setor público britânico participou do protesto desta quinta-feira, mas outros sindicatos estão preparando suas greves para mais tarde neste ano, caso as negociações fracassem.

Cerca de 45 por cento das escolas devem permanecer fechadas nesta quinta-feira e outras 40 por cento devem ficar parcialmente fechadas, estimou um sindicato dos professores.

No entanto, um porta-voz do governo disse que a adesão à greve é "talvez menor do que os sindicatos alegam".

Passageiros de voo enfrentaram alguns atrasos por conta da adesão de autoridades da imigração à greve, que poderá ter até 750 mil trabalhadores.

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