Promotor acusa 86 por tentativa de derrubar o governo turco

Justiça analisa pedido para julgar suposta rede golpista formada por militares, empresários e intelectuais

Efe,

14 de julho de 2008 | 08h06

O escritório do promotor de Istambul, Aykut Cengiz Engin, pediu nesta segunda-feira, 14, a abertura dos processos de 86 suspeitos de formar uma rede terrorista com o objetivo de derrubar o governo do primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.   Com o pedido, a Justiça poderá dar início ao processo contra a suposta rede golpista de ideologia ultranacionalista conhecida como Ergenekon. "Enviamos a acusação ao Tribunal Penal número 14 de Istambul. Por lei, o tribunal tem 15 dias para analisar o relatório e depois aceitá-lo ou repeli-lo. Até que seja aceito pelo tribunal não é possível entrar nos detalhes da acusação", explicou o fiscal.   A investigação sobre a rede Ergenekon levou mais de um ano e consiste em um dossiê de 2.455 páginas com 441 arquivos adicionais. Engin acrescentou que 86 pessoas, das quais 48 estão presas, foram acusadas de estabelecimento e apoio a uma organização terrorista, para derrubar o governo turco por meio da força e de violência, assim como instigar os cidadãos a uma revolta armada.   Os generais reformados que foram detidos em uma operação policial no último dia 1 de julho não estão incluídos nesta acusação pelo fato de a investigação sobre suas participações no caso ainda não ter sido completada, afirma Engin.   A prisão de 23 pessoas - incluindo militares veteranos, jornalistas, acadêmicos e homens de negócios - em uma operação simultânea em cinco cidades que contou com a participação de seis mil policiais, causou uma grande comoção no país. No último dia 21 de março, já haviam sido presos outros importantes nomes da política e da imprensa, todos de tendência nacionalista.

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