Promotores italianos vão investigar proprietário do navio Costa Concórdia

Promotores italianos que investigam o naufrágio no ano passado do navio Costa Concórdia, no qual 32 pessoas morreram, estão considerando a potencial responsabilidade do proprietário da embarcação como empregador, disse a companhia nesta quinta-feira.

Reuters

24 de janeiro de 2013 | 21h21

A Costa Cruises, uma unidade da Carnival Corp, disse em comunicado que foi avisada sobre uma investigação de possíveis violações da lei italiana que determina a responsabilidade das empresas por crimes cometidos por funcionários.

Os promotores buscam levar a julgamento o capitão e outras sete pessoas, disse um magistrado em dezembro. Um juiz decidirá se há evidência suficiente para um julgamento.

O comunicado da companhia disse que "a Costa Cruises está confiante de que será capaz de comprovar o pleno cumprimento da lei."

A empresa tem 20 dias para apresentar a defesa.

O navio de luxo de 114.500 toneladas Costa Concórdia naufragou em 13 de janeiro de 2012 depois de se aproximar da ilha de Giglio para fazer uma manobra perto da orla conhecida como "saudação". A embarcação bateu em uma rocha, rasgando o casco e provocando sua inclinação.

O capitão Francesco Schettino foi acusado de homicídio culposo, de causar um naufrágio e abandonar o navio, que transportava mais de 4.000 passageiros e tripulantes.

(Reportagem de Catherine Hornby)

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