Promotoria de Paris investiga vazamento de escândalo de herdeira da L'Oreal

'Le Monde' denunciou irregularidades e quebra de sigilo de fonte por parte do governo francês

estadão.com.br

14 de setembro de 2010 | 14h44

PARIS - O promotor-geral de Paris, Jean Claude Marin, afirmou nesta terça-feira, 14, que pediu ao serviço de contraespionagem detalhes sobre "as verificações técnicas" que permitiram a identificação do responsável por vazar à imprensa o escândalo envolvendo o ministro do Trabalho, Eric Woerth, e a herdeira da L'Oreal, Liliane Bettencourt. As informações são da agência AFP.

 

Marin explicou que dias atrás recebeu uma nota da Direção Central de Inteligência Interior (DCRI) indicando que haviam sido realizadas "breves verificações técnicas para identificar a fonte" de informações publicadas na imprensa em todo do caso da milionária Liliane. "Escrevi à DCRI no dia 10 de setembro perguntando quais eram tais verificações técnicas. Espero a resposta", disse ele à imprensa.

 

Na segunda-feira, o diretor-geral da polícia francesa, Frederic Pechenard, anunciou que havia pedido à DCRI que verificasse informações sobre o vazamento do caso e que por isso recorreu à promotoria. As investigações apontaram um alto funcionário por trás dos vazamentos.

 

Pechenard disse que essa verificação se deu "unicamente a pedido seu" e disse que "os serviços de polícia não fizeram mais que o seu trabalho para assegurar a proteção das instituições".

 

Na segunda, o jornal francês Le Monde acusou a presidência francesa de "violar a lei sobre o sigilo das fontes dos jornalistas" e de ter "utilizado o serviço de contraespionagem para identificar uma fonte de um jornalista do diário" que investiga o escândalo Bettencourt.

 

O Le Monde antecipou que apresentará uma demanda frente à promotoria por "violação de sigilo de fontes" jornalísticas. A presidência desmentiu totalmente as acusações.

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