Pronunciamento de Gaddafi é 'assustador', diz Angela Merkel

A chanceler (primeira-ministra) alemã, Angela Merkel, descreveu como muito assustador o discurso desta terça-feira do líder líbio Muammar Gaddafi, que reafirmou sua determinação de permanecer no poder apesar da revolta popular contra seu governo.

REUTERS

22 de fevereiro de 2011 | 16h49

Merkel afirmou em entrevista coletiva que se o líder líbio não frear os atos de violência, ela irá apoiar sanções contra a Líbia, onde centenas de pessoas estão sendo reprimidas durante os protestos contra os 41 anos de governo de Gaddafi.

"As notícias que tivemos da Líbia ontem e hoje são preocupantes e o discurso do coronel Gaddafi nesta tarde foi muito, muito assustador, especialmente porque ele virtualmente declarou guerra contra seu próprio povo", disse Merkel.

Gaddafi prometeu ficar no poder e "morrer aqui como um mártir", apesar dos apelos de alguns diplomatas líbios, soldados e manifestantes para acabar com suas quatro décadas no poder.

"Instamos o governo líbio para que suspenda imediatamente o uso da violência contra seu próprio povo, e se o uso da violência não cessar, a Alemanha então vai esgotar todas as possibilidades de exercer pressão e influência sobre a Líbia", disse ela.

Se o governo líbio não desistir, declarou ela, "falaremos então em favor de sanções contra a Líbia."

(Reportagem de Stephen Brown e Andreas Rinke)

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