Reprodução/ La Repubblica
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Prostituta de luxo narra 'orgias' na casa de Berlusconi

Patrizia D'Addario diz que premiê sabia que mulheres que iam a suas festas em Roma eram garotas de programa

Efe,

12 de julho de 2009 | 09h15

Patrizia D'Addario, a mulher que diz ter recebido 2 mil euros para manter relações sexuais com o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, contou que em uma das noites em que esteve com o premiê, não quis ficar com o político porque no quarto havia outras duas jovens prostitutas, e ela não gosta de 'orgias'.

 

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"Nunca gostei de orgias e teria ficado em uma situação desagradável", diz Patrizia, em um amplo artigo publicado neste domingo, 12, pelo jornal La Repubblica, reiterando que Berlusconi sabia que as mulheres que iam a suas festas em Palazzo Grazioli, em Roma, eram prostitutas de luxo, e as pedia ao empresário Giampaolo Tarantini. Tarantini está sendo investigado pela Procuradoria de Bari por suposta indução à prostituição.

 

Patrizia, de 42 anos e aspirante a política, disse ao jornal que na noite de 15 de outubro de 2008 não quis dormir "na cama grande" de Palazzo Grazioli, dada pelo líder russo Vladimir Putin a Berlusconi, porque, naquela ocasião, havia no jantar "pelos menos cinco (prostitutas de luxo), duas delas muito vistosas e lésbicas". O jornal afirma que as declarações de Patrizia foram confirmadas por outra mulher, Maria Teresa De Nicoló, de 37 anos, que participou de outras festas e que disse que o "ritual" era o mesmo.

 

O La Repubblica insiste em que, ao contrário do dito pelo advogado de Berlusconi, Niccolò Ghedini, que sustenta que o primeiro-ministro não sabia de quem se tratava, o Berlusconi tinha conhecimento de que as meninas de Tarantini eram prostitutas, "como elas mesmas confirmaram". O jornal acrescenta que o comportamento privado do primeiro-ministro está em "flagrante contradição" com os valores que proclama em público, "Deus e família", e com as leis que propõe ao Parlamento, "entre elas penalizar quem induz à prostituição".

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