Protesto contra eleição de Putin atrai menos gente que previsto

Milhares de pessoas gritando "É hora de mudar" questionaram este sábado a vitória do primeiro-ministro Vladimir Putin na recente eleição presidencial da Rússia, mas o número de participantes no protesto foi muito menor do que nos realizados em semanas anteriores.

LIDIA KELLY E THOMAS GROVE, REUTERS

10 de março de 2012 | 10h40

As pessoas que tomaram parte da manifestação no centro de Moscou, em um dia ensolarado, acenavam bandeiras, carregavam balões e faixas e usavam fitas brancas, o símbolo dos protestos iniciados três meses atrás. Repetindo slogans de manifestações anteriores, elas gritaram "Rússia sem Putin".

"O caminho será longo e árduo, não será uma luta rápida, mas nós faremos isso tudo. A Rússia será livre, a Rússia exige mudança", disse à multidão o líder liberal Grigory Yavlinsky.

Os organizadores estimaram em 25 mil o número de participantes, cerca de um quarto do tamanho do último protesto realizado antes da eleição de 4 de março, na qual Putin obteve mais um mandato de seis anos como presidente, o seu terceiro. A polícia estimou a multidão em 10 mil pessoas e observadores independentes calcularam que não chegava a 20 mil.

Mesmo considerando que os monitores internacionais avaliaram que a eleição foi tendenciosa, favorecendo Putin, líderes oposicionistas tiveram de reconhecer que, dada a margem da vitória, ele foi de fato o vencedor.

Resultados oficiais mostraram que Putin, atual primeiro-ministro e ex-espião da KGB, obteve 64 por cento dos votos enquanto seu rival, Gennady Zyuganov, do Partido Comunista, recebeu menos de 18 por cento do total.

A oposição se empenha em buscar meios de manter a pressão sobre Putin e desafiar de modo consistente o homem que, segundo seus líderes, retardou o desenvolvimento político e econômico da Rússia nos 12 anos em que esteve no poder, como presidente e primeiro-ministro.

(Reportagem adicional de Maria Tsvetkova)

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