Protesto em delegacia detona novos confrontos na Grécia

Protesto reuniu dois mil estudantes de ensino médio, na segunda semana de distúrbios por morte de estudante

Redação com agências internacionais

15 de dezembro de 2008 | 12h25

Uma concentração pacífica em frente à delegacia central de Atenas acabou em novo confronto entre estudantes e policiais na capital grega nesta segunda-feira, 15, no décimo dia de protesto na Grécia pela morte de um adolescente. O protesto reuniu dois mil estudantes de ensino médio de diferentes bairros da capital, que bloquearam várias avenidas principais da cidade. A polícia tentou deter alguns manifestantes, que jogaram ovos e pedras contra os agentes de segurança.Ao menos 15 ônibus blindados e centenas de agentes antidistúrbios, armados de bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha se posicionaram nas proximidades do quartel-general da polícia. Os jovens gritavam frases contra os agentes, como "policiais porcos assassinos", e carregavam um cartaz que dizia "estes dias são de Alexis", em alusão a morte de Alexandros Grigoropoulos, de 15 anos. "Estamos aqui porque estamos muito consternados. Se ficarmos em casa, nada vai mudar", afirmou à Agência Efe Anastasia, uma estudante de 17 anos.Outros grupos de 600 estudantes de ensino médio fecharam ao meio-dia (hora local) de hoje as principais ruas de seus bairros e protestaram diante das delegacias de cada distrito.Em uma manifestação estudantil no bairro de Koridalos houve incidentes isolados quando alguns dos participantes atiraram pedras contra a polícia e foram dispersados pelos agentes com gás lacrimogêneo. No resto do país, também foram organizados protestos diante das delegacias.Segundo a polícia, nenhum episódio violento foi registrado durante a madrugada desta segunda-feira em Atenas. A Grécia tem vivido dias violentos desde a morte de Alexandros Grigoropoulos. Os protestos se espalharam rapidamente de Atenas para dezenas de cidades do país. Por uma semana, jovens destruíram carros e lojas, e enfrentaram a polícia com bombas incendiárias e pedras.A morte do adolescente foi o estopim contra o cada vez menos popular governo conservador grego e contra a crise econômica.

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