Protesto estudantil em Londres termina em choque com a polícia

Estudantes britânicos que protestavam contra o aumento no valor das anuidades no ensino superior entraram em choque nesta quarta-feira com a polícia em Londres e alguns quebraram vidros da sede do Partido Conservador, que governa o país.

ANNA YUKHANANOV, REUTERS

10 de novembro de 2010 | 15h27

Manifestantes com o rosto coberto por lenços arrebentaram as portas de vidro para entrar no prédio, que fica bem perto da sede do Parlamento britânico. Eles ocuparam a área do saguão de entrada enquanto outros corriam para o topo do edifício.

A violência irrompeu durante uma manifestação pacífica de milhares de estudantes e professores em protesto contra planos da coalizão dos partidos Conservador e Liberal Democrata de triplicar o valor que as universidades na Inglaterra podem cobrar pelo ensino.

Eles levavam cartazes com inscrições como "Parem com os cortes na educação" e gritavam "Eles dizem corte, nos dizemos lute", os participantes do protesto passaram diante do Parlamento, onde os políticos irão votar nas próximas semanas as propostas de elevar a anuidade máxima para 9 mil libras (14,5 mil dólares).

"Meus pais são ambos funcionários públicos. Meu pai vai perder sua pensão no ano que vem e minha mãe vai perder o emprego, e isso vai levar os dois exatamente à falência", disse Matthew Kell, de 22 anos, da universidade de Bristol, no sul da Inglaterra.

Outros estudantes que estavam na passeata disseram estar se manifestando por irmãos mais jovens, que terão de arcar com taxas mais altas quando estiverem para entrar na universidade, em 2012.

"Minha irmã tem 15 anos. Duvido que ela vá para a universidade porque é muito caro", disse Catrina Miles, de 21 anos, da Universidade de Sheffield, no norte da Inglaterra.

A coalizão de governo planeja cortar 2,9 bilhões de libras (4,64 bilhões de dólares) em subsídios federais por ano a universidades, como parte da redução de gastos para reduzir o déficit orçamentário, que alcançou 11 por cento do Produto Interno Bruto depois da crise financeira internacional.

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