Protesto na Rússia termina em prisão de líder comunista

Manifestação foi convocada por comunistas e ultranacionalistas contra as medidas anticrise do Governo russo

Efe,

31 de janeiro de 2009 | 11h00

O escritor Eduard Limonov líder do ilegalizado Partido Nacional Bolchevique, foi detido neste sábado, 31, em Moscou, assim como diversos opositores, durante protestos convocados por comunistas e ultranacionalistas contra as medidas anticrise do Governo russo.   A maioria dos detidos é de partidários da "Outra Rússia", organização que reúne grupos liberais, nacionalistas e ativistas de direitos humanos opostos ao Kremlin que realizou uma nova edição da "Marcha dos Dissidentes", mas também houve comunistas, como Limonov, presos.    Segundo o jornal digital Gazeta.ru, a maioria dos membros da "Outra Rússia" foi detida quando tentava bloquear o tráfego, sendo imediatamente golpeados pelos policiais e jogados dentro de camburões.    As prisões ocorreram na praça Triunfalnaya, em frente ao teatro Bolshoi e perto da sede da Duma (Câmara dos Deputados russa), quando jovens lançaram fogos, segundo a agência Interfax.    Pouco antes, a mesma praça concentrou de milhares de militantes do Partido Comunista, que pediram aumento das pensões e redução do custo dos serviços comunitários, em outro protesto que acabou com prisões.    "(Os policiais) me prenderam onde havíamos entrado em acordo para nos concentrarmos. Agora, me levam de camburão", declarou Limonov por telefone à Interfax.    O escritor, cujo partido foi ilegalizado em 2005 pela Corte Suprema, foi detido em diversas ocasiões nos últimos anos durante atos de protesto contra o Governo.    "Não ao capitalismo! Dê-nos socialismo!", "Não ao desemprego, não à crise", gritaram os comunistas presentes.    O líder comunista, Gennady Ziuganov, responsabilizou pela atual crise financeira os Estados Unidos, que acusou de "inflarem a bolha de sabão" durante os últimos 20 anos.

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