Protestos continuam afetando refinarias e trens na França

Aeroportos de Paris só têm reservas de combustível até a próxima terça-feira

Efe

16 de outubro de 2010 | 05h53

As reservas de combustível do aeroporto parisiense Roissy-Charles de Gaulle só durarão até a próxima terça-feira, 19, caso as refinarias francesas não sejam desbloqueadas, informou neste sábado, 16, um porta-voz oficial.

 

Em Orly, o outro grande aeroporto da capital, as reservas podem durar ainda um pouco mais, acrescentou o porta-voz.

 

O oleoduto que abastece com combustíveis os dois aeroportos parisienses funciona de forma intermitente. Por isso, não entram novas reservas nele.

 

O bloqueio das refinarias da França continua neste sábado, 16, em meio aos protestos estudantis contra a reforma da previdência no país, que prevê ampliar de 60 para 62 anos a idade mínima para aposentadoria e de 65 para 67 anos a idade para aposentadoria integral.

 

As 12 refinarias do país foram bloqueadas na sexta-feira, 15, e os sindicatos tinham previsto mantê-las fechadas neste sábado, dia p

ara o qual está convocada uma nova jornada de manifestações nas ruas de diferentes cidades do país, a nona convocação desde março passado.

 

A falta de combustível forçou na sexta-feira, 15, o fechamento de aproximadamente 100 postos de gasolina, mas a entidade patronal do setor indicou que são problemas pontuais e descartou que, por enquanto, haja problemas de abastecimento.

 

Foto: Laurent Cipriani/AP

 

O mesmo ocorreu com os depósitos dos aeroportos, que não receberam combustível, por isso tiveram de abastecer os aviões com as reservas armazenadas.

A paralisação provocou o cancelamento de inúmeras linhas de trem da Sociedade Nacional de Caminhos de Ferro (SNCF, na sigla em francês), além de problemas no resto.

 

As conexões internacionais não estão garantidas. Circularão apenas dois de cada três trens de longa distância previstos para este sábado e domingo, 17. Já nas províncias, a situação é mais complicada. A SNCF anulou três de cada quatro trens de alta velocidade.

 

Na capital, os transportes públicos atuam praticamente na normalidade.

 

Os sindicatos esperam ter neste sábado uma resposta à convocação de mobilizações. Para isso contam com a participação decisiva dos estudantes, que desde as manifestações de terça-feira passada, 12, continuaram seus protestos e fecharam escolas em várias cidades.

 

O Senado deve votar na próxima quarta-feira, 20, a reforma da previdência.

 

Texto atualizado às 6h35

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