Putin acusa oposição de buscar apoio de governos estrangeiros

Presidente russo afirma que rivais usam "truques sujos" para tentar vencer nas eleições de dezembro

Reuters,

21 de novembro de 2007 | 14h47

O presidente russo, Vladimir Putin, acusou nesta quarta-feira, 21, os políticos da oposição de usarem "truques sujos" e buscarem o apoio de governos estrangeiros nas embaixadas do país. "Infelizmente, ainda há pessoas em nosso país que continuam andando furtivamente nas embaixadas estrangeiras, que contam com o apoio de fundos e governos estrangeiros, mas que não têm o apoio de seu próprio povo", disse Putin diante de uma multidão de milhares de pessoas, em um ginásio de esportes de Moscou. "Há os que nos enfrentam, que não nos desejam ver levando adiante nossos planos porque possuem uma visão diferente da Rússia. Eles precisam de um Estado frágil e fraco. Precisam de uma sociedade desorganizada e desorientada, de uma sociedade dividida, a fim de que possam realizar seus truques sujos por trás das costas dela." Putin encabeça a lista de candidatos do maior partido governista nas eleições de dezembro, que escolherá os integrantes da Duma (Câmara dos Deputados). Pesquisas de opinião mostram que mais de 60% dos eleitores votarão na legenda Rússia Unida. "Amigos, nas eleições de 2 de dezembro, o destino do país será decidido de forma significativa", acrescentou. "Mobilizem-se para ir votar pela Rússia Unida." O presidente disse que a esperada vitória arrasadora do partido lhe dará o "direito moral" de influenciar o governo mesmo depois de sair de seu cargo. Putin não esclareceu, porém, como fará isso. Ao som de músicas da era soviética, a multidão agitou bandeiras e faixas e gritou palavras de apoio ao líder de 55 anos, de longe o político mais popular da Rússia depois de oito anos de forte crescimento da economia do país. "A vitória de Putin é a vitória da Rússia!", afirmava um grande cartaz colocado no ginásio Luzhniki, no qual os simpatizantes reuniram-se para participarem no último dos eventos pró-Putin realizados em todo o país. O comício foi organizado pelo movimento "Para Putin", que pretende convencer o dirigente a continuar como líder do país após o término de seu segundo mandato, no próximo ano. A Constituição proíbe um terceiro mandato consecutivo. Putin não mencionou seus planos para o futuro, apesar de terem circulado boatos nos meios de comunicação russos de que ele faria um anúncio. O presidente disse apenas que o governo sofreria uma "renovação completa" nos próximos meses.

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