Putin destinará mais US$ 3 bilhões para defesa russa

Premiê afirma que verba adicional ao aumento de 27% no orçamento compensa perdas na guerra com a Geórgia

Efe e Associated Press,

01 de outubro de 2008 | 13h22

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, anunciou nesta quarta-feira, 1, que o governo destinará outros 2,2 bilhões de euros (cerca de US$ 3 bilhões) para o rearmamento do Exército e o desdobramento de tropas no exterior. Putin anunciou anteriormente um aumento de 27% da despesa com segurança e defesa em 2009, que chegará a 70 bilhões de euros (cerca de US$ 98 bilhões). "Destinaremos um montante adicional de 80 bilhões de rublos para a compra de armamento novo e também para o desdobramento de tropas onde consideramos necessário", assegurou Putin durante uma reunião no Gabinete de ministros. Putin explicou que parte desse dinheiro será destinado a "compensar as perdas" sofridas pelas Forças Armadas russas na guerra com a Geórgia pelo controle da região separatista da Ossétia do Sul. O presidente russo, Dmitri Medvedev, assegurou recentemente que a Rússia efetuará no manobras militares não só em território de países limítrofes, mas em outras regiões do mundo, como a Venezuela. O novo programa de rearmamento russo inclui a utilização de mísseis balísticos intercontinentais, submarinos nucleares e aviões estratégicos, conhecida como tríade nuclear, em uma tentativa de manter a paridade nessa matéria com os Estados Unidos. Exercícios com a Venezuela As embarcações militares russas que se dirigem à Venezuela realizarão escalas na Líbia e em outros países do Mediterrâneo, anunciou a Marinha russa nesta quarta-feira. O cruzeiro nuclear Pedro, o Grande e várias embarcações atravessarão no domingo o estreito de Gibraltar. O porta-voz militar Igor Dygalo disse que os barcos russos atracarão na capital líbia, Trípoli, e também visitarão outros portos do Mediterrâneo não especificados. Segundo a imprensa russa, um dos pontos de parada pode ser o porto de Tartus, na Síria. Os crescentes contatos com a Venezuela parecem ser uma resposta de Moscou ao envio de barcos de guerra norte-americanos à Geórgia, uma ex-república soviética. Washington enviou as embarcações para levar ajuda aos georgianos, mas a iniciativa enfureceu os russos, que mantiveram uma breve guerra com a Geórgia em agosto. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, já disse que a América Latina deve fortalecer seus laços com a Rússia, como forma de reduzir a influência norte-americana e manter a paz na região. Na semana passada, o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, ofereceu ajuda à Venezuela para que o país latino desenvolva energia nuclear.

Tudo o que sabemos sobre:
Rússia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.