Putin diz não haver provas de que o Irã busca bomba atômica

Porém, presidente russo pede que república islâmica seja mais transparente com seu programa nuclear

Agência Estado e Associated Press,

10 de outubro de 2007 | 12h02

O presidente Vladimir Putin disse nesta quarta-feira, 10, não existir prova de que o Irã esteja buscando armas nucleares, mas destacou ser necessário incentivar a república islâmica a ser mais transparente em relação ao seu programa atômico. Veja também:Putin pede transparência em programa nuclear "Compartilhamos a preocupação de nossos parceiros sobre tornar todos os programas iranianos mais transparentes", disse Putin numa entrevista coletiva após conversações com o visitante presidente francês, Nicolas Sarkozy. "Concordamos ontem (na terça), e o presidente confirmou, que o Irã está dando certos passos na direção da comunidade internacional para alcançar isso". Putin fará sua primeira visita ao Irã na semana que vem para participar de uma cúpula de nações do Mar Cáspio. Sarkozy afirmou que a viagem de Putin a Teerã poderia encorajar a república islâmica a ser mais cooperativa. "Depois da viagem, pode haver uma vontade de cooperar - que é essencial", disse. A Rússia tem se oposto à pressão dos Estados Unidos por sanções mais duras contra o Irã e defende que as instalações nucleares do Irã sejam vistoriadas pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), da ONU. "Temos trabalhado em cooperação com nossos parceiros no Conselho de Segurança da ONU, e pretendemos continuar com tal cooperação no futuro", adiantou Putin. Mas ele ressaltou que, sem haver "dados objetivos" mostrando que o Irã está desenvolvendo armas nucleares, "partimos da presunção de que o Irã não tem tais planos". Sarkozy tem endurecido a posição da França em relação ao Irã, tendo se aproximado dos Estados Unidos na insistência da adoção de fortes sanções no Conselho de Segurança e mencionando até mesmo a possibilidade de guerra. Enquanto os EUA e parceiros europeus pedem por maiores sanções, a Rússia e a China resistem. Sarkozy vinha também criticando ultimamente a Rússia, acusando o país de exercer com "brutalidade" seu domínio energético, e cortejando líderes da Europa Central e Oriental preocupados com a renovada influência de Moscou. Mas em sua primeira visita presidencial à Rússia, ele parecia bastante otimista depois de horas de conversações com Putin. Sarkozy destacou as oportunidades da cooperação bilateral em áreas como a espacial e de energia nuclear, e acrescentou que a França quer ser um "parceiro privilegiado da Rússia". Mencionado a presidência da França na União Européia no ano que vem, ele disse que a Rússia e a Europa são "parceiros naturais".

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