Putin diz que eleição de dezembro ampliará seu poder

Presidente russo reafirma que pretende manter a sua influência no governo após o fim do seu mandato

Reuters,

13 de novembro de 2007 | 13h39

O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta terça-feira, 13, que as eleições parlamentares de 2 de dezembro lhe darão o "direito moral" de influenciar a política russa após o fim do seu mandato, em 2008. Putin encabeça a lista de candidatos do partido Rússia Unida, que segundo as pesquisas obterá a ampla maioria na Duma (Câmara de Deputados). "Se as pessoas votarem como você no Rússia Unida, isso significaria que a maioria dos cidadãos confia em mim", disse Putin a um trabalhador em Krasnoyarsk, na Sibéria. "Isso significaria que eu terei um direito moral de perguntar às pessoas que vão trabalhar na Duma e no governo como eles vão cumprir as decisões que estamos tomando hoje." Putin já avisou que pretende manter algum poder após o fim do seu mandato, de modo a garantir que a Rússia mantenha o rumo que ele definiu. Mas o presidente não explicou como pretende manter sua influência, o que é hoje um dos maiores mistérios políticos do país. "Vou evitar uma resposta direta sobre meus planos, mas há várias opções", disse Putin. "Se obtivermos tal resultado [vitória do Rússia Unida] eu terei essa oportunidade." Putin já sinalizou que poderia ser primeiro-ministro num futuro governo, mas analistas acham isso improvável, devido às limitações do cargo. A empresa também especula que ele possa virar líder da maioria no Parlamento ou chefe do Conselho de Segurança do Kremlin. As últimas pesquisas dão pelo menos 60% das vagas da Duma para o Rússia Unida. Os comunistas continuam sendo a segunda força, mas fora eles nenhum outro partido da oposição deve ultrapassar a barreira de 7%, necessária para obter representação parlamentar. A oposição, fraca e dividida, acusa o Kremlin de usar mudanças nas regras eleitorais e seu controle sobre a mídia para manter adversários de Putin longe do Parlamento. O Kremlin rejeita as acusações.

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