Putin diz que irá liderar partido em eleição parlamentar

Presidente confirma candidatura ao Legislativo russo e sugere concorrer ao cargo de primeiro-ministro

Associated Press,

01 de outubro de 2007 | 11h30

O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou nesta segunda-feira, 1, que poderá liderar a lista de seu partido, o Rússia Unida, nas eleições parlamentares de dezembro. A declaração é a mais sólida indicação dos planos futuros do presidente para depois que deixar o cargo no final de seu segundo mandato, em março.  Veja também:Kasparov é escolhido candidato da oposição à Presidência russa Putin não pode concorrer a um terceiro mandato, mas ele deixa cada vez mais claro que quer continuar no centro do poder da Rússia. Liderar a lista do partido para as eleições parlamentares de dezembro pode lhe abrir o caminho rumo ao cargo de primeiro-ministro. "Aceito com felicidade a proposta de liderar a lista do Rússia Unida", afirmou o presidente durante um congresso do partido. Putin definiu a estratégia de se tornar premiê como "bastante realista" mas acrescentou que "ainda é cedo para pensar nisso". Ele disse que, antes de mais nada, o Rússia Unida precisaria vencer as eleições parlamentares para eleger um "decente, competente e moderno presidente". Segundo a Constituição do país, Putin não pode se candidatar pela terceira vez à Presidência após dois mandatos consecutivos. Contudo, ele teria liberdade para concorrer ao Legislativo como premiê e, uma vez no cargo, estaria suscetível a receber poderes ampliados do presidente. O novo primeiro-ministro russo, Viktor Zubkov - nomeado por Putin -, pode aceitar esse método de governo caso seja eleito presidente em março. No entanto, no domingo o candidato governista ganhou um concorrente. Oposicionista O político liberal e lendário jogador de xadrez Garry Kasparov foi escolhido como o candidato comum da oposição para o pleito presidencial de março de 2008. Kasparov, líder da oposição russa e ferrenho crítico de Putin, foi escolhido entre um total de seis candidatos durante um congresso federal da coalizão opositora Outra Rússia, por causa dos resultados das eleições primárias realizadas em várias regiões do país. A oposição sistemática a Putin rendeu a Kasparov alguns dias de detenção. Ele participava de um protesto contra a interferência do Kremlim nos meios de comunicação do país, e segundo os manifestantes, contra o crescente autoritarismo de Putin, no período que antecede eleições parlamentares e presidenciais. Matéria ampliada às 11h54

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