Putin diz que lamenta renúncia de Annan à mediação na Síria

O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta quinta-feira que lamentava que Kofi Annan estivesse deixando o seu papel como enviado especial internacional para a Síria e chamou a situação de "uma tragédia", afirmaram agências de notícias russas.

Reuters

02 de agosto de 2012 | 19h02

Annan disse nesta quinta-feira que deixará o cargo, frustrado com o ato de "apontar dedos" e o impasse no Conselho de Segurança da ONU, enquanto a rebelião armada contra o presidente sírio, Bashar al-Assad, se torna cada vez mais sangrenta.

"Kofi Annan é uma pessoa muito respeitável, um diplomata brilhante e um homem muito decente, então é realmente uma pena", disse Putin em Londres, de acordo com a Interfax. "Mas espero que continuem os esforços da comunidade internacional para acabar com a violência."

A Rússia protegeu o governo de Assad da crescente pressão internacional ao vetar, com a China, três resoluções do Conselho de Segurança apoiadas por nações árabes e ocidentais.

Os russos também disseram que não apoiariam outra resolução agora, antes da Assembleia Geral da ONU, alegando que o documento estava desequilibrado e com excesso de responsabilização do governo de Assad pela crescente violência na Síria.

(Reportagem de Gabriela Baczynska)

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