Putin diz que Rússia não 'persegue gays'

A Rússia não está "perseguindo os gays", disse nesta sexta-feira o presidente russo, Vladimir Putin, ao defender uma proibição de "propaganda" da homossexualidade que provocou críticas do Ocidente antes dos Jogos Olímpicos de Inverno.

DARYA KORSUNSKAYA, Reuters

17 de janeiro de 2014 | 18h15

O Kremlin espera que os Jogos, com início em 7 de fevereiro na cidade de Sochi, no Mar Negro, apresentem a face moderna da Rússia mais de duas décadas depois do colapso da União Soviética.

Putin se envolveu de perto com o evento estimado em 50 bilhões de dólares e também prometeu que a Rússia fará de tudo para garantir que os Jogos sejam seguros, apesar das preocupações com a segurança.

Mas no ano passado, a Rússia irritou o Ocidente e ativistas pró-direitos humanos ao proibir o que definiu como promoção da homossexualidade entre os menores. Pedidos de um boicote em massa aos Jogos fracassaram, mas a questão obscureceu os preparativos para o evento.

Críticos dizem que a lei é discriminatória e faz parte da repressão aos direitos humanos e liberdades democráticas no governo de Putin, que adotou uma posição mais conservadora em temas sociais desde que retornou à Presidência, em meados de 2012.

"Não existe nenhuma proibição a formas não tradicionais de interação sexual entre as pessoas. Nós temos uma proibição em propaganda da homossexualidade", disse Putin em um encontro com jovens voluntários que se preparam para os Jogos.

"Nós não proibimos nada, nós não perseguimos ninguém, nós não temos nenhuma responsabilidade por tais contatos."

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