Putin elogia tratado de armas nucleares assinado com EUA

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, elogiou na quarta-feira o tratado de armas nucleares Novo START com os Estados Unidos em seus primeiros comentários sobre o pacto desde que o Senado norte-americano aprovou o acordo na semana passada.

GLEB BRYANSKI, REUTERS

29 de dezembro de 2010 | 19h18

Putin elogiou o presidente russo, Dmitry Medvedev, por assinar o tratado com o presidente norte-americano, Barack Obama, um claro sinal de aprovação do principal líder da Rússia, que também deve se beneficiar da melhora nos laços bilaterais.

Ele disse a jornalistas que o pacto era um "sucesso incondicional para o presidente Medvedev na política externa."

Analistas dizem que a Rússia não teria concordado com o tratado sem o apoio de Putin e que o Parlamento, controlado pelo Kremlin, quase certamente irá ratificar o acordo depois das festividades de fim de ano.

O pacto é o principal produto dos esforços de Obama para "retomar" os laços, há muito tempo tensionadas, entre Washington e Moscou, e Medvedev acolheu a medida com entusiasmo.

Putin, cujo foco como primeiro-ministro está nas questões domésticas, raramente falou sobre o novo tratado START. Durante as negociações, fez comentários que levantaram dúvidas sobre as chances de um acordo.

Na quarta-feira, Putin sugeriu que o tratado fortaleceria a segurança internacional, mas também ajudaria a Rússia a desenvolver a economia, melhorando o clima para investimentos.

"Gostaria de parabenizar Dmitry Anatolyevich (Medvedev) por completar o trabalho no tratado START", disse Putin durante uma reunião do governo.

"Para nós é importante porque cria condições externas favoráveis para a realização de iniciativas sociais e econômicas dentro do país."

Assinado por Medvedev e Obama em abril, o pacto compromete os Estados Unidos e a Rússia com a redução de seus arsenais de armas nucleares estratégicas e estabelece regras de monitoramento que, segundo as autoridades, contribuirão para melhorar a confiança entre os antigos inimigos da Guerra Fria.

(Reportagem de Gleb Bryanski)

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