Putin está na Ossétia do Norte e pede fim à agressão

Primeiro-ministro deve determinar a ajuda à Ossétia do Norte, diante da chegada de refugiados

Efe

09 de agosto de 2008 | 12h51

O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, voltou neste sábado, 9, de Pequim, onde na sexta-feira participou da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, e viajou à região russa da Ossétia do Norte para coordenar a "ajuda aos refugiados" da Ossétia do Sul.   Veja também: Polônia pede convocação de cúpula da UE sobre Ossétia do Sul Rússia ataca cidade da Geórgia fora da região de conflito Conflito na Geórgia cresce em outra província separatista Presidente georgiano propõe fim imediato das hostilidades Medvedev anuncia ofensiva russa para 'impor a paz' à Geórgia Entenda o conflito separatista na Geórgia Assista ao vídeo no Youtube  Professor comenta a situação no Cáucaso  Galeria de fotos do conflito    O primeiro-ministro russo pediu neste sábado, 9, às autoridades georgianas o "fim imediato da agressão contra a Ossétia do Sul" e das "violações dos acordos anteriores de paz e cessar-fogo".   Segundo Putin, o propósito da Geórgia de entrar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) é "uma tentativa de envolver outros países e povos em suas sanguinárias aventuras".   "Acho que isso agora é óbvio, tanto na Geórgia e na Rússia quanto no resto do mundo", afirmou o primeiro-ministro russo, que ressaltou que "as ações das autoridades georgianas na Ossétia do Sul são, certamente, um crime, e antes de tudo um crime contra seu próprio povo".   Segundo Putin, que pouco menos de dez anos atrás iniciou a guerra contra a separatista Chechênia, a operação militar georgiana foi um duro golpe para a integridade territorial da Geórgia.   "É difícil imaginar como, depois do ocorrido e do que está ocorrendo, convencer a Ossétia do Sul a fazer parte do Estado georgiano", disse.   Ao mesmo tempo, "a agressão provocou várias vítimas entre a população civil, o que desembocou, de fato, em uma autêntica catástrofe humana".   Refugiados   O primeiro-ministro russo informou que 34.000 refugiados da Ossétia do Sul - dos quais um terço retornou depois a suas terras - cruzaram a fronteira e se inscreveram no serviço de imigração.   Para o alojamento dos refugiados, serão destinados 500 milhões de rublos (US$ 20 milhões), disse Putin, acrescentando que está sendo preparado um programa de ajuda para a reconstrução dos edifícios destruídos na Ossétia do Sul.   Putin tinha previsto viajar de Pequim à cidade siberiana de Krasnoyarsk, mas modificou seus planos e foi diretamente a Vladikavkaz.   Na capital da Ossétia do Norte, o primeiro-ministro deve analisar com os dirigentes dessa república autônoma da Rússia e representantes dos ministérios russos a ajuda para os refugiados da Ossétia do Sul. Também deve determinar a ajuda à Ossétia do Norte, diante da chegada de refugiados da região separatista georgiana da Ossétia do Sul, situada do outro lado da cordilheira do Cáucaso.   Putin visitará um dos campos de refugiados, onde receberá informação sobre a ajuda humanitária e médica, assim como as condições de alojamento.   Atualizada às 15h05

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