Putin inicia processo para candidatar-se novamente à presidência

Vladimir Putin encaminhou nesta quarta-feira com os documentos para participar da eleição presidencial de 4 de março, enquanto seus opositores se preparavam para mais protestos contra a eleição parlamentar de domingo, que eles acusam de ter sido fraudada para favorecer o partido da situação.

DARYA KORSUNSKAYA, REUTERS

07 de dezembro de 2011 | 13h04

Cerca de 5.000 pessoas compareceram na noite de segunda-feira ao maior protesto da oposição em Moscou em anos, muitas gritando "Rússia sem Putin". Mais de 300 foram detidas na terça-feira depois de uma demonstração similar.

Putin entregou seus documentos de inscrição em uma visita breve e silenciosa à sede da Comissão Central Eleitoral em uma alameda perto do Kremlin.

O registro como candidato é uma medida oficial rumo ao que podem ser mais 12 anos para Putin, de 59 anos, no principal posto do país. Ele foi presidente de 2000 a 2008 e agora é primeiro-ministro, mas continua o principal líder da Rússia.

Mas os eleitores castigaram Putin no domingo ao reduzir drasticamente a maioria de seu partido na Câmara Baixa do Parlamento (a Duma), que ele usa tanto como instrumento de poder quanto como uma fonte de apoio.

O partido Rússia Unida recebeu 49,4 por cento dos votos, segundo a comissão eleitoral, em comparação aos 64,3 por cento obtidos em 2007. A legenda terá 238 das 450 cadeiras da Duma, enquanto atualmente tem 315.

Os protestos contra a votação, com acusações de fraude se espalhando pela internet, são uma demonstração da ira contra o Rússia Unida e o descontentamento entre parte dos russos com a possibilidade quase certa do retorno de Putin à presidência.

A polícia esvaziou o centro da capital na terça-feira e disse que havia detido mais de 300 pessoas ao redor da Praça do Triunfo, onde centenas ou mesmo milhares tentavam protestar. Outras 250 foram detidas em São Petersburgo.

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