Putin pensa em voltar para o Kremlin, dizem fontes

O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, está perto de decidir se irÖ se candidatar à Presidência na eleição do ano que vem porque tem dúvidas sobre seu protegido, o presidente Dmitry Medvedev, disseram importantes fontes políticas.

GUY FAULCONBRIDGE, REUTERS

27 de julho de 2011 | 15h22

Putin foi presidente entre 2000 e 2008 antes de entregar o poder a Medvedev, obedecendo à proibição constitucional a um terceiro mandato consecutivo. Ele está livre para disputar em março a eleição presidencial.

Putin, de 58 anos, e Medvedev, de 45 anos, têm se recusado a dizer qual dos dois concorrerá à Presidência para ser o principal líder da Rússia. Autoridades no governo e diplomatas dizem que a decisão é de Putin.

"Acho que Putin concorrerá e que ele já decidiu," disse uma fonte, que falou sob a condição de anonimato em razão da delicada situação política.

A fonte afirmou que Putin tem se incomodado em perceber que seu protegido, conhecido seu há mais de duas décadas, não tem apoio suficiente entre a elite empresarial e política e do eleitorado para garantir a estabilidade, caso ele avance com os planos de reforma política.

"Putin tem muito mais apoio do povo do que Medvedev. Medvedev superestimou seu peso dentro do sistema," disse ele.

Outra fonte muito bem colocada que não quer ser identificada disse: "Putin quer voltar, ele quer voltar mesmo."

A fonte disse que a tentativa de Medvedev de assegurar sua autoridade nos últimos meses incomodou Putin, mas os dois líderes se comunicam bem regularmente.

Uma terceira fonte também disse que Putin pensava em disputar a eleição e, se ele se tornasse presidente, poderia indicar um primeiro-ministro reformista, numa aparente tentativa de aplacar os temores de que a volta dele anuncie um período de estagnação duas décadas depois da queda da União Soviética em 1991.

Os investidores vêem poucas diferenças entre as políticas dos dois líderes, mas muitos afirmam em reservado que Medvedev teria uma probabilidade maior de promover reformas do que Putin.

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