Putin quer reerguer monastérios e igreja no Kremlin

Construções foram demolidas em período soviético

REUTERS

01 de agosto de 2014 | 13h19

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, pediu que dois monastérios e uma igreja que foram demolidos durante os tempos soviéticos sejam reconstruídos dentro do Kremlin, na maior reforma arquitetônica do local em quase um século.

Putin cultiva fortes laços com o patriarca Kirill, líder da Igreja Ortodoxa russa, e vem adotando políticas mais conservadoras, o que levou alguns críticos a insinuar que a fronteira entre Estado e igreja se tornou tênue.

Em uma reunião na quinta-feira com o prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, e os principais administradores do complexo do Kremlin, Putin disse que seu plano irá envolver a derrubada de um edifício usado para fins administrativos para restaurar a “aparência histórica” do local.

Putin não mencionou os custos da reforma. A economia russa está à beira da recessão e teve seu acesso ao capital estrangeiro reduzido pelas sanções impostas pelo Ocidente por conta de seu envolvimento na crise ucraniana.

O Kremlin, verdadeira fortaleza que se espalha por 28 hectares no centro de Moscou e abriga o escritório do presidente e sua administração, sobreviveu a muitos ataques em seus seis séculos e se tornou um símbolo do poder duradouro da Rússia.

Os monastérios e a igreja foram derrubados em 1929-1930, época de perseguição religiosa sob o comando do ditador comunista Josef Stalin, para abrir espaço para o edifício administrativo, que vem sendo redecorado desde 2011.

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