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Putin se oferece para ocupar cargo de premiê após eleições

Presidente russo afirma que seu candidato nas eleições presidenciais de março continuará sua política no país

Agências internacionais,

14 de fevereiro de 2008 | 07h48

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou nesta quinta-feira, 14, que está disposto a ocupar o cargo de primeiro-ministro ao deixar a Presidência após as eleições de março. Ele reiterou ainda que o candidato do seu partido na corrida e favorito na disputa, o primeiro-ministro Dmitry Medvedev, representa a continuidade de suas políticas nos próximos quatro anos.   'Rússia vai apontar mísseis para quem ameaçar sua segurança' Putin afirma que apoio ao Kosovo é 'imoral e ilegal'Brasil diz que não reconhecerá logo a independência do Kosovo Putin declarou que seria "absolutamente inaceitável" para ele permanecer no poder depois que seu segundo mandato terminar, em maio. "Todos precisam obedecer à lei, principalmente o chefe de governo", disse ele durante sua entrevista coletiva anual no Kremlin. A popularidade de Putin na Rússia levou simpatizantes a pedirem que ele mudasse a Constituição para poder continuar como presidente.  Ele ainda reforçou o seu apoio na candidatura de Medvedev. "O discurso de Medvedev suplementará o meu discurso no Conselho e continuará de modo concreto a nossa política pelos próximos quatro anos", afirmou o presidente russo. O presidente russo atacou a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), órgão internacional que fiscaliza eleições, pela recusa em enviar representantes para fiscalizar o pleito eleitoral de 2 de março, acusando o grupo internacional de tentar "ensinar" a Rússia sobre como se comportar.  Observadores A OSCE anunciou no início do mês que não vai enviar representantes para acompanhar as eleições presidenciais na Rússia por causa de restrições impostas pelo governo do país. Putin reiterou nesta quinta que Moscou não cederia às pressões e que o país cumpre todas as suas obrigações como membro da organização. "Não permitiremos que ninguém nos imponha condições", afirmou. Segundo a BBC, a entidade formada por 56 países, incluindo a própria Rússia, já havia suspendido a sua participação nas eleições parlamentares de dezembro do ano passado, também com a alegação de interferência de Moscou. A divisão da OSCE que monitora eleições (o ODIHR, Escritório para Instituições Democráticas e Direitos Humanos) e a comissão eleitoral russa vinham tendo divergências sobre o tamanho e a duração da missão de observadores para as eleições do dia 2 de março. Os observadores geralmente chegam ao país em que vão monitorar as eleições dois meses antes do dia votação para que possam observar a inscrição dos candidatos, a campanha eleitoral, a cobertura da mídia e a votação em si. No caso da Rússia, o governo queria que os observadores chegassem apenas três dias antes da votação, tempo que a ODIHR considerava insuficiente para avaliar a campanha e o acesso dos candidatos à mídia.

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