Putin vê mudança dos EUA em plano de escudo antimísseis

Durante coletiva em Teerã, presidente diz ter observado "transformação" durante encontro com Rice e Gates

Reuters,

16 de outubro de 2007 | 16h08

Usando uma linguagem surpreendentemente positiva, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou nesta terça-feira, 16, que houve uma "certa transformação" na posição dos Estados Unidos sobre planos de construir um escudo antimísseis no leste europeu. Segundo ele, o diálogo sobre o assunto prossegue. Veja Também Países do Cáspio se recusam servir de base para ataque ao Irã Putin chega ao Irã para negociar programa nuclear Ahmadinejad propõe bloco econômico entre países do Cáspio "Os recentes contatos com os parceiros americanos indicaram que existe uma certa transformação na postura deles", disse Putin em entrevista à imprensa iraniana e divulgada a jornalistas russos viajando com o presidente.Na semana passada, ele conversou, em Moscou, com a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, e o secretário de Defesa do país, Robert Gates.Os Estados Unidos têm planos de instalar um sistema de defesa antimísseis em bases na Polônia e República Checa. O objetivo, segundo Washington, seria prevenir eventuais ataques da Coréia do Norte e do Irã. Para Moscou, no entanto, o projeto é uma ameaça à Rússia, já que estaria posicionado em países antes sob sua área de influência. A polêmica gerou um acirramento nas tensões entre Estados Unidos e Rússia, trazendo à tona uma escalada retórica entre as duas potências nucleares que não se observava desde os tempos da guerra fria.Durante a coletiva desta terça-feira, Putin reiterou a visão russa de que não há ameaças para justificar um sistema de defesa, mas declarou que seu país deve trabalhar tanto com os EUA como com a Europa para superar diferenças em relação ao tema."Estamos tendo um diálogo difícil com os parceiros dos Estados Unidos e da Europa sobre defesa de mísseis. Se precisarmos criar uma defesa de mísseis, então isso deveria ser feito em conjunto, baseado em certos princípios", observou.

Tudo o que sabemos sobre:
RússiaEUAescudo antimísseis

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.