Quatro estão presos por matar espanhóis no Afeganistão, diz Zapatero

Chefe do Executivo da Espanha fez a declaração no Parlamento e disse que está dedicado até entregar os responsáveis à Justiça

Efe

15 de setembro de 2010 | 05h22

MADRI - Quatro pessoas foram detidas por participação no assassinato de dois guardas civis e seu tradutor em agosto, na base espanhola de Qala i Naw, no Afeganistão, revelou nesta quarta-feira, 15, o presidente do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero.

Em pronunciamento no Parlamento espanhol sobre o Afeganistão, o chefe do Executivo afirmou não vai descansar até que os responsáveis por essas mortes sejam entregues à Justiça e paguem pelos "terríveis" assassinatos.

Dois guardas civis espanhóis, o capitão José María Galés Córdoba e o alferes Abraham Leoncio Bravo Picallo, e seu interprete, o espanhol de origem iraniana Ataolá Taefik Alili, faleceram em 25 de agosto em atentado na base de Qala i Naw.

As vítimas foram baleadas durante uma aula de formação ministrada pelos espanhóis, vítimas de um membro da Polícia afegã que foi posteriormente abatido.

Durante seu pronunciamento parlamentar, Zapatero prestou homenagem aos 93 civis e militares espanhóis que morreram desde que, em 2002, começou a missão do país no Afeganistão, onde a Espanha tem mais de 1.500 militares na missão da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf), lidrada pela Otan.

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