Rainha muda tom e visita região de cavalos de corrida na Irlanda

A rainha britânica Elizabeth passou a tarde desta quinta-feira no coração das corridas de cavalo da Irlanda, mudando de ambiente em relação ao simbolismo e cerimonial que marcaram a primeira parte de sua visita de Estado à Irlanda.

CONOR HUM, REUTERS

19 de maio de 2011 | 14h00

Desde sua chegada ao país, na terça-feira, a rainha vem fazendo gestos firmes de reconciliação em relação ao passado sangrento entre a Grã-Bretanha e a Irlanda, culminando em um discurso histórico na quarta-feira à noite em que ela expressou pesar pelos séculos de conflito.

A visita que ela fez à Coudelaria Nacional irlandesa, o lugar onde nasceram alguns dos melhores cavalos puros-sangues do mundo, permitiu que Elizabeth e seu marido, o duque de Edimburgo, dessem vazão a seu amor pelos cavalos e mergulhassem em um clima mais leve no terceiro dia da visita, que terá quatro dias.

"A rainha sempre foi cavaleira. (A visita) será um alívio, depois de alguns dias exaustivos", disse Sue Lilley, coordenadora da Escola Irlandesa de Ferraria.

A Irlanda é o terceiro maior criador de puros-sangues no mundo, e muitas pessoas especularam que a visita a Kildare, região famosa por ser o "condado dos cavalos" da Irlanda, seria um prazer pessoal para a rainha, que sempre foi entusiasta das corridas de cavalos.

Trajando casaco azul e chapéu combinando, a rainha inspecionou corcéis na coudelaria, onde alguns de seus próprios cavalos já foram abrigados.

Na quinta-feira ela dará uma escapadela de seu itinerário oficial para visitar o haras de Aga Khan em Kildare e conhecer Sea the Stars, um dos cavalos de corrida mais famosos de todos os tempos.

A decisão da monarca de 85 anos de tratar de alguns dos aspectos mais controversos do relacionamento da Grã-Bretanha com sua antiga colônia e a descrição que ela fez dos dois países como sendo "amigos certos e parceiros iguais" suscitou elogios em todo o país.

Foi especialmente apreciado o fato de a rainha ter iniciado seu discurso para uma plateia no Castelo de Dublin falando na língua irlandesa, que, no passado, sob o domínio britânico, era proibida.

"Fiquei impressionada pelas palavras em irlandês. O fato de ela ter tomado o tempo de aprender algumas palavras. É um clichê, mas ela está tentando construir pontes", comentou o carteiro Joe Cooper enquanto entregava cartas perto do Castelo de Dublin.

"O fato de ela, que tem 85 anos, ter feito o esforço de viajar até aqui é sinal de 'jogo limpo'. Tenho 62 anos e odeio viajar."

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