Realeza britânica lembra dez anos da morte de Diana

Membros da realeza e celebridadesuniram-se aos príncipes William e Harry nesta sexta-feira, afim de lembrar os dez anos da morte da princesa Diana em umacidente de carro ocorrido em Paris. Centenas de pessoas aglomeraram-se nas ruas vizinhas àcapela próxima ao Palácio de Buckingham, onde a rainhaElizabeth 2a, o príncipe Charles, ex-marido de Diana, o irmãodela, Charles Spencer, e vários membros da realeza ecelebridades participaram de uma missa em homenagem à princesamorta em agosto de 1997. Realizando sua própria homenagem, pessoas comuns colocaramflores, fotos e mensagens nos portões do palácio de Kensington,a casa de Diana em Londres. O número de objetos, no entanto,foi bastante menor do que o de uma década atrás. À época, uma grande manifestação de luto tomou conta daGrã-Bretanha. Hoje, no entanto, muitos britânicos sentem queaquelas manifestações públicas de lamento foram exageradas. Tanto o príncipe William quanto o príncipe Harry falaram às500 pessoas reunidas na capela, relembrando o carisma e aafeição da mãe deles. "William e eu podemos separar nossas vidas em duas partes.Há os anos nos quais fomos abençoados com a presença física, aonosso lado, de nossa mãe e de nosso pai", disse Harry. "E, depois, há os dez anos que se passaram desde a morte denossa mãe. Quando ela ainda era viva, contávamos com seuincomparável amor pela vida, sua risada, seu humor, suaalegria. Ela era nossa guardiã, amiga e protetora." "Sempre nos lembraremos dela por suas incríveis obras decaridade. Mas, detrás das câmeras, para nós, que éramos apenasduas crianças amorosas, ela era simplesmente a melhor mãe domundo." Em Paris, onde Diana morreu nas primeiras horas do dia 31de agosto de 1997, junto com seu namorado, Dodi al-Fayed,depois de um acidente ocorrido em um túnel, pequenos gruposreuniram-se para deixar buquês e grinaldas de flores no localda colisão. "Eu amava a princesa antes da morte dela e a amo ainda maisagora," disse Dominique de Fontenay. A segunda mulher do príncipe Charles, Camilla, com quem elemanteve um caso enquanto ainda estava casado com Diana e a quemprincesa se referia como "A Rottweiler" não participou da missaa fim de evitar polêmicas. Camila, no entanto, foi convidada. CRÍTICAS CRESCENTES Chamada de a "Princesa do Povo" depois de ter morrido, aos36 anos de idade, Diana era adorada por milhões de pessoas quenunca se encontraram com ela, mas que gostavam do seu carisma,especialmente diante de uma família real considerada fria eafetada. A maciça manifestação emocional gerada com a morte dela fezcom que muitos comentaristas questionassem a capacidade damonarquia de sobreviver a Diana. Mas, dez anos depois, pareceque a instituição continua sólida como sempre. Em um sinal de que os britânicos, olhando para trás, talvezsintam ter exagerado nos lamentos pela morte da princesa, umapesquisa realizada pela Sky News na sexta-feira mostrou que 55por cento das pessoas acreditavam que aquelas manifestaçõeshaviam sido desmedidas. Ao menos nos comentários deixados por usuários no site daBBC, nem todos se mostravam tocados pelo evento convocado paralembrar os dez anos da morte dela. "Para todos os que ainda lamentam o falecimento de Diana,quero dizer o seguinte: nada aconteceu na vida de vocês nosúltimos dez anos? Sugiro a todos vocês que reavaliem suas vidase que toquem o barco", escreveu Eliza, de Londres. Entre os que não compareceram à missa, conta-se Mohamedal-Fayed, pai de Dodi e dono da luxuosa loja de departamentosHarrods. Mohamed al-Fayed, nascido no Egito, acusa a famíliareal da Grã-Bretanha de ter ordenado o assassinato do casal afim de evitar que eles selassem votos matrimoniais. Apesar de várias investigações não terem descoberto nadapara dar apoio a essa tese, muitos britânicos compartilham dassuspeitas de Mohamed. Uma outra investigação oficial sobre asmortes deve se iniciar no dia 2 de outubro, levando, uma vezmais, o nome de Diana às manchetes.

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