Rebeldes da Ucrânia querem 'status especial'; conversas de paz devem ser retomadas na 6a-feira

As forças militares ucranianas vêm enfrentando uma série de revezes no campo de batalha

REUTERS

01 de setembro de 2014 | 17h59

Separatistas pró-Rússia participaram de conversas de paz preliminares com a Ucrânia nesta segunda-feira na capital bielorrussa, Minsk, dizendo que estão dispostos a continuar fazendo parte do território ucraniano se receberem "status especial".

A reunião do chamado “grupo de contato”, na qual os rebeldes também disseram que uma de suas condições essenciais é que Kiev encerre de imediato sua ofensiva militar, terminou sem o anúncio de quaisquer detalhes, mas com a promessa de novas consultas.

As forças militares ucranianas vêm enfrentando uma série de revezes no campo de batalha, que Kiev atribuiu ao apoio de pelo menos 1.600 soldados russos aos rebeldes. Moscou nega que suas tropas estejam na Ucrânia.

A Rússia, em particular, vem pressionando por uma nova reunião do “grupo de contato”, no qual a Ucrânia é informalmente representada pelo ex-presidente ucraniano Leonid Kuchma.

O embaixador de Moscou em Kiev e uma autoridade do alto escalão da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (Osce) também participaram do encontro desta segunda-feira, mas a Ucrânia não tem negociadores oficiais na mesa de negociação.

Os dois lados devem se reencontrar na sexta-feira, segundo agências de notícias russas que citaram um líder rebelde depois da reunião.

“Isto é só o começo do processo”, declarou Andrei Purgin, um dos líderes da autoproclamada República do Povo de Donetsk, à televisão estatal russa.

A princípio as exigências dos separatistas não pareceram aceitáveis a Kiev, já que deixariam territórios do leste industrializado ucraniano em mãos dos rebeldes.

(Por Vladimir Kostin em Minsk)

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