Rebeldes declaram trégua e França pode intervir no Chade

Oferta acontece após o Conselho de Segurança da Organização da ONU ter pedido apoio ao governo do Chade

REUTERS

05 de fevereiro de 2008 | 10h18

Os rebeldes do Chade aceitaram uma trégua nos combates que acontecem desde a última semana, informou à Agência Efe um porta-voz rebelde.    Abderamane Koulamallah, porta-voz do Comndo Militar Único, disse pelo telefone que a trégua foi proposta por mediadores da Líbia e de Burkina Fasso, e que foi aceita pelos insurgentes. A França já havia anunciado que estaria pronta para ajudar o governo do Chade contra os rebeldes caso fosse necessário.   Veja também:  Governo diz que tomou controle da capital  Entenda o conflito entre governo e rebeldes   Com medo de novos ataques, milhares fogem A oferta de intervenção feita pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, nesta terça-feira, dia 5, acontece após o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) ter pedido apoio ao governo do Chade. "O Exército francês não está lá para lutar com ninguém, mas há uma decisão legal do Conselho de Segurança", disse ele a repórteres durante visita ao oeste da França. "Se a França tiver que cumprir suas obrigações, ela vai cumprir. Ninguém deve duvidar disso." Os rebeldes do Chade, que ameaçaram tomar a capital N'Djamena no fim de semana em manifestação contra o presidente Idriss Deby, disseram nesta terça que estão dispostos a um cessar fogo caso Deby renuncie. Eles também acusaram a França de intervir diretamente no conflito com helicópteros e tanques em apoio às tropas do governo, causando a morte de civis. "Aceitamos um cessar fogo se os mediados conseguirem encontrar uma solução em que o presidente Idriss Deby seja separado do poder", disse à Reuters o porta-voz dos rebeldes, Henchi Ordjo, por telefone. "Devy deve ser afastado", acrescentou, de algum lugar da capital.    

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