Rebeldes islâmicos do Cáucaso negam envolvimento em atentado em Moscou

Emirado Cáucaso luta pela separação da região, mas diz que não ataca civis russos

Reuters

31 de março de 2010 | 10h08

ISTAMBUL - Um grupo islâmico separatista do Cáucaso liderado por um rebelde checheno negou nesta quarta-feira, 31, estar envolvido com os atentados em duas estações no metrô de Moscou na segunda-feira, quando duas mulheres-bomba mataram 39 pessoas e feriram quase 70.

 

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"Não somos responsáveis pelos atentados em Moscou e não sabemos que está por trás disso", disse Shemsettin Batukaev, porta-voz da organização do Emirado Cáucaso, que luta pela independência da região.

 

O porta-voz disse que o grupo planejou ataques contra alvos econômicos na Rússia, mas não contra civis. "Claro que planejamos ataques contra alvos econômicos, mas nossos planos não incluem ataques a cidadãos", disse Batukaev, que mora na Turquia como representante internacional do grupo. No mês passado, seu líder, Doku Umarov, jurou espalhar a insurgência do Cáucaso para as cidades russas.

 

O Emirado Cáucaso luta pela criação do Pan-Cáucaso, um estado separado da Rússia cuja lei Constituição seria baseada na Sharia, a lei islâmica. Os analistas de segurança colocaram o grupo como um potencial suspeito responsável pelos ataques de segunda-feira. As autoridades russas apontaram grupos do Norte do Cáucaso como os realizadores dos atentados. Nenhum grupo, porém, assumiu a autoria das explosões.

 

Nesta quarta, um novo atentado ocorreu no Daguestão, outra região autônoma do Cáucaso, matando 12 pessoas. As explosões ocorreram próximas de órgãos do governo local e nove policiais estão entre os mortos.

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