Reconhecer genocídio é justiça histórica, diz líder armênio

Segundo historiadores da Armênia, mais de um milhão e meio de armênios foram assassinados entre 1915 e 1917

Efe,

24 de abril de 2009 | 04h58

O presidente da Armênia, Serj Sargsyan, afirmou nesta sexta-feira, 24, que o reconhecimento e a condenação internacional do genocídio dos armênios em 1915 representam para o povo e o Estado o "restabelecimento da justiça histórica".

 

"Há 94 anos, na Turquia otomana, foi planejado e executado em nível estatal o genocídio dos armênios. Uma enorme parte de nosso povo foi massacrada a sangue frio", assinalou o chefe do Estado em mensagem à população por ocasião do aniversário desse "massacre".

 

O governante destacou que "os crimes contra a humanidade não prescrevem na memória dos povos nem diante do julgamento da história".

 

Segundo historiadores da Armênia, mais de um milhão e meio de armênios foram assassinados entre 1915 e 1917.

 

Sargsyan agradeceu aos países e organizações que ajudam a Armênia na causa da condenação e na prevenção dos crimes contra a humanidade.

 

"Expressamos nosso respaldo aos intelectuais turcos que lutam pela Justiça histórica e compartilham nossa dor", acrescentou.

 

O presidente armênio reiterou que o processo de reconhecimento internacional do genocídio dos armênios "não aponta contra o povo turco", e que seu reconhecimento por Ancara não é, de qualquer maneira, uma "condição para o estabelecimento de relações bilaterais".

 

A Turquia nega o genocídio com o argumento de que o Estado otomano não tinha nenhum plano de eliminar a população armênia que se encontrava sob sua soberania.

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