Rei da Bélgica adia decisão sobre renúncia de primeiro-ministro

Leterme é pressionado para deixar o cargo devido ao fracasso nas negociações para uma nova descentralização

EFE

15 de julho de 2008 | 09h38

O rei da Bélgica, Alberto II, decidiu "deixar em suspenso" o pedido de renúncia do primeiro-ministro Yves Leterme, o terceiro que o chefe do Executivo apresentou desde que ganhou as eleições, há pouco mais de um ano. Pressionado pelo fracasso nas negociações entre flamengos e francófonos para uma nova descentralização do Estado, Leterme apresentou sua renúncia por volta da meia-noite (horário local) dessa segunda-feira. O Palácio Real emitiu um comunicado nessa madrugada no qual confirma que Alberto II deixa em suspenso sua decisão o que por enquanto, não significa que ele tenha aceitado o pedido de renúncia de Leterme. Segundo a emissora de TV "VRT", o rei realizará agora várias consultas políticas antes de tomar uma decisão. A última proposta de Leterme para prosseguir com as conversas para um acordo previa a participação dos chefes de Governo regionais, e não só a dos líderes dos principais partidos de um ou outro lado do país. No entanto, a idéia, cujo objetivo principal era diminuir a pressão dentro de seu próprio partido, não teria sido apoiada pelos seus correligionários, o que teria deixado o premiê em uma situação desconfortável. Essa foi a terceira vez que Leterme apresentou sua renúncia ao rei. Nas outras duas vezes em que isso aconteceu, nos noves meses seguintes à sua eleição, o chefe do Executivo ainda estava tentando formar um Governo. 

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