Reino Unido: Conservadores em vantagem sobre trabalhistas

Pesquisa, realizada pela empresa Ipsos Mori, dá apoio de 41% aos conservadores contra 38% dos adversários

EFE

12 de outubro de 2007 | 06h11

O Partido Conservador britânico, primeiro da oposição, ultrapassa em três pontos os trabalhistas em uma última pesquisa sobre intenções de voto, dias depois que o primeiro-ministro, Gordon Brown, decidiu cancelar as eleições gerais. A pesquisa, realizada pela empresa Ipsos Mori para o tablóide "The Sun", dá aos "tories" (conservadores) um apoio de 41%, contra 38% dos trabalhistas e 11% do Partido Liberal-Democrata (terceiro maior partido político do país). Segundo "The Sun", os trabalhistas perdem terreno nas consultas após o fiasco da decisão de Brown de não convocar eleições gerais, depois de intensas especulações de que se dispunha a convocar os britânicos às urnas. Os resultados publicados nesta sexta-feira contrastam com outra pesquisa do mês passado, quando os trabalhistas obtinham um respaldo de 41%, os conservadores 34% e os liberal-democratas 16%. A Ipsos Mori entrevistou um total de 1.007 adultos por telefone no último dia 10. Após a decisão tomada por Brown no sábado de não convocar eleições, o líder conservador, David Cameron, acusou o primeiro-ministro de falsidade e de perder autoridade moral. Até sexta-feira passada, tudo apontava que o primeiro-ministro se dispunha a anunciar o pleito, mas sua mudança de decisão coincidiu com a publicação de pesquisas sobre intenções de voto que davam uma clara vantagem aos "tories". Apesar de haver limite até o ano 2010 para que o Reino Unido tenha eleições, o primeiro-ministro pode convocá-las a qualquer momento.

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