Tim Ireland/AP
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'Reino Unido continua sendo uma potência mundial', diz Cameron

Premiê ressalta aliança estratégica com os EUA e força militar, apesar da recessão econômica

Efe,

15 de novembro de 2010 | 20h25

LONDRES- O primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou nesta segunda-feira, 15, que o Reino Unido continua sendo uma potência mundial, apesar de seus problemas econômicos, da necessidade de cortar seus gastos com defesa e do crescimento de países como a China.

 

Em seu primeiro discurso em Mansion House, Cameron destacou que Londres continua sendo "o grande centro" da tomada de decisões mundiais e "um grande poder econômico", com uma força militar decisiva.

 

No entanto, reconheceu que o prestígio do país foi prejudicado pelos problemas econômicos que levaram seu governo a aplicar um severo programa de ajuste fiscal.

 

"O que vi em meus primeiros seis meses como primeiro-ministro foi o Reino Unido no centro de todas as grandes discussões, produzindo ideias, consultado por nossa experiência e respeitado por nossa capacidade de encontrar soluções", afirmou. "Portanto, rechaço a tese do declive".

 

Cameron relacionou a política econômica à política externa internacional, e explicou que recortar o déficit público "é uma prioridade em política exterior, porque também é em casa".

 

"Temos que reparar nossa economia se quisermos ter peso no mundo. A debilidade econômica en casa se traduz em debilidade política fora de nossas fronteiras. A fortaleza econômica nos devolverá o respeito no mundo e a confiança nacional em nós mesmos", declarou o líder.

 

Sobre os cortes na área de defesa, Cameron garantiu que o Reino Unido continua tendo o quarto maior orçamento militar do mundo e recordou que o país tem uma grande presença no Afeganistão.

 

"No que se refere ao nosso papel no mundo, a verdade é que muitos outros países invejariam as cartas que temos nas mãos", afirmou o primeiro-ministro, que garantiu que os elementos fundamentais da política externa britânica são a aliança especial com os Estados Unidos e a presença "sólida e ativa" na União Europeia.

 

Inventário

 

Cameron enumerou "o inventário sem igual de ativos" de seu país, entre os quais citou a língua inglesa, a BBC, as universidades, uma sociedade "vibrante e tolerante", e o "espírito bucaneiro" dos expatriados "no coração" de instituições mundiais chave.

 

O premiê concluiu afirmando que o Reino Unido "há de ser mais estratégico e prático sobre como fazemos avançar nossos interesses nacionais", e caracterizou sua política externa como "uma política baseada no internacionalismo prático e realista".

 

Além disso, considerou que o Reino Unido tem de ser "mais comercial para permitir que o país ganhe a vida no mundo outra vez e mais estratégico em seu esforço de fazer frente às novas e emergentes ameaças contra nossa segurança nacional".

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