Reino Unido eliminará arsenal de bombas de fragmentação

Tratado internacional que proíbe armamento é aprovado em Dublin; explosivos criam campos minados

Efe e Reuters,

28 de maio de 2008 | 15h22

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, anunciou nesta quarta-feira, 28, que seu país eliminará o arsenal de bombas de fragmentação, que deixou milhares de mortes e mutilações de civis. "Decidimos colocar fora de serviço todas as nossas bombas de fragmentação. Acho que é um grande passo para fazer do mundo um lugar mais seguro", declarou Brown em sua residência oficial de Downing Street.   Veja também: Declaração contra bombas de fragmentação é aprovada por 88 países   Ainda nesta quarta, logo após o anúncio de Brown foi aprovado o tratado internacional que proíbe o uso, a fabricação e o armazenamento das bombas de fragmentação durante uma conferência realizada em Dublin, anunciou o governo irlandês.   As bombas abrem-se ainda em vôo e espalham até várias centenas de pequenos explosivos por uma ampla área. É comum que esses artefatos não consigam detonar, criando verdadeiros campos minados que podem matar ou ferir qualquer um que os atravesse.   No dia 19 a ONU havia pedido que a comunidade internacional proibisse esse tipo de bomba, alegando que a munição não é confiável e mata de forma indiscriminada.   O Programa de Desenvolvimento da ONU diz que as bombas deixaram mais de 13 mil mortos ou feridos em todo o mundo - a grande maioria delas no Laos, no Vietnã e no Afeganistão.   Os EUA são contrários à proibição, argumentando que esse tipo de bomba não atinge seus alvos de forma indiscriminada e não deveria ser mal visto se usado de forma responsável. Já outros países demandam um prazo de transição para encontrar alternativas a essa modalidade de armamento.

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