Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Reino Unido expulsa diplomata israelense

Londres o acusa participar de falsificação de passaportes usados em assassinato de dirigente do Hamas

estadão.com.br

23 de março de 2010 | 13h36

LONDRES - O governo do Reino Unido expulsou nesta terça-feira, 23, um diplomata israelense acusado de envolvimento na falsificação dos passaportes britânicos usados no assassinato de um líder do movimento palestino Hamas em Dubai no dia 15 de janeiro.

 

Veja também:

especialEspecial: Na mira dos serviços secretos

 

O secretário de Exteriores britânico, David Miliband, disse ao Congresso nesta terça que o diplomata, cujo nome não foi divulgado, foi retirado de Londres depois de uma investigação sobre os 12 passaportes britânicos falsos usados na ocasião do assassinato de Mahmoud al-Mabhouh, dirigente e criador do braço armado do Hamas.

 

Segundo Miliband, as investigações levam a crer que "Israel tem responsabilidade na falsificação dos documentos". Segundo o jornal Daily Telegraph havia publicado mais cedo, o governo britânico acusaria o Estado judeu de estar envolvido no episódio.

 

Desde que a utilização de passaportes britânicos pelos autores do crime ficou conhecida, Miliband cobrou uma investigação do governo israelense. Fontes diplomáticas citadas pela BBC disseram que o governo britânico quer que sejam esclarecidas as circunstâncias da falsificação dos passaportes britânicos.

 

O embaixador israelense no Reino Unido, Ron Prosor, disse que Israel está "desapontada com a decisão do governo britânico, mas afirmou seu comprometimento por uma relação de importância mútua".

 

Al-Mabhouh foi assassinado no dia 15 de janeiro em Dubai, nos Emirados Árabes, onde estaria comprando armas, segundo fontes próximas do palestino. O Hamas acusa os serviços secretos do governo israelense de estarem pro trás da morte do ex-dirigente do partido.

 

(Com informações da agência Reuters)

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.