Reino Unido não pode abandonar o Afeganistão, diz Brown

Para premiê, política internacional britânica está no caminho certo, embora número de baixas tem aumentado

Efe e Reuters,

04 de setembro de 2009 | 12h29

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, disse aos seus críticos nesta sexta-feira, 4, que levar a paz ao Afeganistão tornará a Grã-Bretanha um lugar mais seguro. "Quando a segurança de nosso país está ameaçada, não podemos ir embora", disse Brown em discurso no Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, em Londres.

 

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Brown está sob ataque da oposição, da mídia e de generais aposentados, que o acusam de colocar as vidas dos soldados britânicos em risco no Afeganistão por não disponibilizar helicópteros e veículos blindados suficientes contra bombas. Ele sofreu um novo golpe quando um assessor parlamentar de Defesa renunciou na quinta-feira em protesto à estratégia do governo.

 

O Reino Unido tem nove mil soldados lutando contra insurgentes do Taleban, o segundo maior contingente estrangeiro depois dos EUA, e pesquisas mostram que o apoio da população é cada vez menor depois que o número de soldados britânicos mortos chegou a cerca de 50 nos últimos quatro meses.

 

O governo disse na quinta-feira que mais dois soldados britânicos morreram no Afeganistão, elevando o total para 212. Um aumento das baixas pode prejudicar Brown ainda mais nas eleições marcadas para junho do ano que vem, para as quais o Partido Conservador é favorito.

 

Brown afirmou que o governo está dando às tropas os recursos de que precisam. O gasto por soldado mais do que dobrou desde 2006, ilustrou. O Reino Unido terá vencido no Afeganistão "quando nossas tropas estiverem a caminho de casa porque os afegãos estão fazendo seu trabalho", disse o premiê.

 

"Cada vez que me pergunto se estamos no caminho certo no Afeganistão, e se podemos justificar o envio de nossos homens e mulheres para lutar por esta causa, minha resposta sempre foi um sim", disse o premiê sobre a incursão britânica no país desde 2001.

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