Reino Unido nega visto de entrada a meio-irmão de Obama

Samson Obama deu uma falsa identidade aos oficiais no momento de sua prisão por acusação de estupro

Reuters,

12 de abril de 2009 | 17h06

O meio-irmão do presidente dos Estados Unidos Barack Obama teve visto negado para voltar ao Reino Unido após ter dado um nome falso à polícia quando foi acusado de uma tentativa de estupro anteriormente, informaram os jornais britânicos neste domingo, 12.

 

Um banco de dados mostrou que a polícia britânica prendeu Samson Obama, que mora no Quênia, em novembro do ano passado após alegar que ele tentou estuprar uma garota, disse o jornal News of the World.

 

Samson Obama deu uma falsa identidade aos oficiais no momento de sua prisão, alegando ser Henry Aloo, disse a notícia. Ele teve de deixar suas impressões digitais, mas não foi formalmente acusado e deixou o Reino Unido.

 

Ele tentou voltar novamente para visitar parentes enquanto o presidente Obama tomava posse em janeiro, mas foi barrado pelos oficiais da imigração, informou o jornal.

 

Seus detalhes de impressões digitais e biometria foram arquivados em um novo banco de dados do governo e isto foi revelado quando os oficiais da imigração o checaram em janeiro, informou a Casa Branca de acordo com o jornal News of the World.

 

O presidente Barack Obama nasceu no Havaí de uma mãe branca americana e um pai queniano. Ele tem muitos parentes morando no Quênia.

 

"Esta é obviamente uma questão extremamente delicada quando surgiu no banco de dados", disse uma fonte não-identificada do gabinete do Ministério do Interior, segundo o jornal.

 

Disseram que Samson Obama, que administra uma loja de celulares perto de Nairobi, pegaria um voo de conexão para os Estados Unidos em janeiro.

 

O jornal Sunday Mirror deu uma versão um pouco diferente da história, dizendo que Samson Obama foi autorizado a parar no Reino Unido enquanto fosse à posse de Obama e só depois é que seu visto britânico teria sido negado.

 

Um porta-voz do Departamento Britânico de Imigrações disse que o Ministério não comenta casos específicos de imigração.

 

A agência UK Border, responsável por questões de imigração, disse: "Iremos nos opor à entrada de pessoas no Reino Unido as quais acreditamos que a presença não seja útil à sociedade."

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