Andy Rain/Efe
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Reino Unido pede que Israel ajude com investigação em Dubai

Londres ouve embaixador sobre passaporte falso usado em morte do líder do Hamas, do qual Mossad é suspeito

estadao.com.br,

18 de fevereiro de 2010 | 17h30

O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, David Miliband, afirmou que pretende chegar a fundo no caso dos falsos passaportes britânicos usados pelos suspeitos de matar o líder militar do Hamas, Mahmoud al-Mabhouh, nos Emirados Árabes Unidos.  A polícia de Dubai suspeita que o Mossad, o serviço secreto israelense, tenha executado o militante.   

 

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O embaixador israelense em Londres, Ron Pronsor, prestou esclarecimentos sobre o caso ao chefe do serviço diplomático britânico,Peter Ricketts. Mais cedo, França e Irlanda, que também tiveram passaportes falsificados, convocaram embaixadores israelenses para esclarecimentos por conta do caso.

Miliband disse ainda que espera que o governo de Israel colabore com as investigações, mas não deu mais detalhes da conversa. O embaixador israelense disse que não poderia dar informações adicionais sobre a discussão.

O premiê britânico, Gordon Brown, acrescentou que é preciso investigar o caso para saber o que aconteceu. "Precisamos saber o que aconteceu com os passaportes britânicos".

Mais cedo, o governo de Israel afirmou não acreditar que o uso de passaportes estrangeiros falsos pelo grupo que matou em Dubai o líder do Hamas Mahmoud al-Mabhuh possa gerar uma crise diplomática com países amigos, dadas as suspeitas de que o crime foi obra do Mossad, o serviço secreto israelense no exterior.

"Não tememos que isto seja capaz de gerar uma crise. Não existe uma relação concreta de Israel com o caso e as autoridades de Dubai também não nos Israel", disse hoje à Agência Efe o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores israelense, Yigal Palmor.

Novas convocações

O embaixador israelense em Dublin, Zion Evrony, foi chamado hoje pelo governo irlandês para falar sobre o uso de três passaportes irlandeses falsos pelos supostos autores do assassinato do dirigente do Hamas Mahmoud al-Mabhuh, em 20 de janeiro em Dubai.

Segundo declarou hoje o ministro irlandês de Assuntos Exteriores, Michéal Martin, os três passaportes utilizados tinham números de série autênticos e o único que não coincidia com o documento de seus proprietários reais eram as fotografias e as assinaturas.

Um porta-voz da chancelaria francesa também pediu explicações ao embaixador israelense em Paris e disse que está em contato com as autoridades dos Emirados Árabes sobre a investigação.

Com informações da Efe

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