Reino Unido vive pior crise econômica em 60 anos, diz ministro

Economia britânica não cresceu no segundo trimestre, um fato sem precedentes nos últimos dezesseis anos

EFE

30 de agosto de 2008 | 07h12

O Reino Unido enfrenta possivelmente a pior crise econômica dos últimos 60 anos, advertiu neste sábado o ministro das Finanças britânico, Alistair Darling. Em entrevista publicada pelo diário "The Guardian", Darling afirma que o arrefecimento econômico no país pode ser "mais profundo e longo do que todos pensam". Na opinião do ministro, as dificuldades atravessadas pela quinta maior economia do mundo são "as piores em 60 anos". Esse panorama coloca o governamental Partido Trabalhista diante de seu maior desafio desde os anos 80, quando ocupou as cadeiras da oposição no Parlamento. "Sinceramente, os próximos doze meses serão os doze meses mais difíceis que o Partido Trabalhista viveu em uma geração", disse. Darling também admitiu que o eleitorado está "zangado" com a gestão econômica do Governo, o que é um "enorme problema" para o Trabalhismo, cuja impopularidade contrasta com o ressurgimento do Partido Conservador. O ministro fez esses comentários após tomar conhecimento este mês de que a economia britânica não cresceu no segundo trimestre do ano, um fato sem precedentes nos últimos dezesseis anos. Além disso, muitos economistas consideram que a economia britânica já se encontra em recessão. David Blanchflower, membro do comitê de política monetária do Banco da Inglaterra, disse nos últimos dias que até dois milhões de britânicos poderiam perder seus empregos antes do Natal. Além disso, os preços da habitação no Reino Unido registraram em agosto sua maior queda em termos anualizados desde o fim de 1990, informou nesta sexta-feira a entidade hipotecária Nationwide, uma das maiores do país. Espera-se que o primeiro-ministro, Gordon Brown, cuja popularidade despencou nas pesquisas de opinião, anuncie na próxima semana uma série de propostas para impulsionar a economia e ajudar o abatido setor imobiliário.

Tudo o que sabemos sobre:
CriseLondreseconomiaInglaterra

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.