Rejeição a Tratado de Lisboa vira dilema para Irlanda e UE

Primeiro-ministro irlandês quer garantir que o país não fique isolado diplomaticamente após rejeição de Tratado

Associated Press,

15 de junho de 2008 | 18h35

A Irlanda e a União Européia (UE) enfrentarão um dilema por causa da rejeição dos eleitores irlandeses ao importante Tratado de Lisboa, afirmou neste domingo, 15, o primeiro-ministro, Brian Cowen. O líder irlandês quer garantir que seu país não fique isolado diplomaticamente quando ele comparecer à reunião de líderes da União Européia (UE) marcada para a próxima quinta-feira, em Bruxelas, sua primeira participação como primeiro-ministro. "Claro que eu esperava a vitória, esse foi meu primeiro objetivo político", disse Cowen, um veterano do gabinete que sucedeu Bertie Ahern como primeiro-ministro no mês passado. A Irlanda é o único membro da União Européia (UE) que é obrigado constitucionalmente e aprovar publicamente tratados do bloco, que por sua vez só podem se tornar lei com a ratificação de todos os 27 membros. Os outros 26 países da UE assinaram o Tratado de Lisboa, que na verdade é um nova proposta de Constituição Européia, na capital portuguesa em dezembro de 2007. Cowen afirmou que precisa persuadir seus aliados de que a rejeição ao Tratado na semana passada cria um problema para todas as nações do bloco, e não somente para a Irlanda, e que por isso todos precisam ajudar a resolver. "Se não conseguirmos encontrar um solução, obviamente esse Tratado não tem validade".  Cowen está com medo de que a Irlanda tenha de enfrentar o risco de que outros membros da UE prossigam com as reformas propostas pelo Tratado desenhando novas regras que podem excluir o país de no mínimo novos arranjos. O primeiro-ministro afirmou também que quer evitar que outros membros da UE decidam que a Irlanda precisa redefinir suas relações com a Europa.

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