Relatório do caso Jean Charles criticará responsável pela ação

Documento deve apontar que comissária não foi clara ao dar ordens para a detenção do brasileiro na estação

Efe,

05 de novembro de 2007 | 09h16

A comissária-chefe adjunta da Scotland Yard Cressida Dick será criticada no relatório da Comissão Independente de Queixas à Polícia (IPCC) sobre o caso do brasileiro Jean Charles de Menezes, que foi morto ao ser confundido com um terrorista.  Segundo a edição desta segunda-feira, 5, do jornal britânico The Guardian, o relatório, que será divulgado na quinta-feira, criticará Dick por não haver sido suficientemente clara nas ordens transmitidas a seus subordinados de deter Menezes antes que entrasse na estação de metrô, onde o brasileiro acabaria sendo morto a tiros pelos agentes. No processo judicial, Dick disse que não tinha dado a ordem de atirar para matar, e sim tinha ordenado simplesmente que seus homens interceptassem o indivíduo antes que entrasse na estação de metrô de Stockwell, em Londres. Os agentes da unidade antiterrorista da Scotland Yard seguiram Jean Charles - que trabalhava como eletricista no Reino Unido - até ele entrar na estação de metrô, onde atiraram no jovem à queima-roupa em um vagão, enquanto os outros passageiros fugiam apavorados.

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