Revoltados, russos choram mortos em clube noturno

Os moradores de Perm se reuniram no Instituto Médico Legal da cidade em um domingo de intenso frio siberiano para identificar os mortos do incêndio de um clube noturno na sexta-feira e expressar sua revolta com os padrões de segurança que culpam pela morte de 110 pessoas.

REUTERS

06 de dezembro de 2009 | 11h14

Cerca de três dúzias de pessoas permaneciam na neve do lado de fora do prédio, enquanto uma pequena multidão depositava flores e acendia velas ao raiar do dia ao lado do clube Lame Horse, onde um show de fogos de artifício deu início às chamas na sexta-feira.

Testemunhas oculares disseram que fagulhas atearam fogo ao acabamento de vime das paredes e do teto, fazendo com que mais de 200 pessoas corressem para a única e estreita saída do local.

"Foi monstruoso, jovens morreram ali, o futuro da Rússia", disse Sergei Prokofiev, estudante de 18 anos e irmão de uma das vítimas.

Vladimir Markin, porta-voz do Comitê de Investigações da Promotoria Geral da Rússia, disse à agência de notícias estatal Interfax neste domingo que uma investigação criminal foi iniciada para determinar a causa do incêndio.

"Não foi um assassinato premeditado, mas isso não diminui a gravidade do crime", disse o presidente russo, Dmitri Medvedev, no sábado.

Além dos mortos, cerca de 130 pessoas sofreram inalação de fumaça e grandes queimaduras. Cerca de 80 das vítimas foram levadas de avião a hospitais em Moscou, São Petersburgo e Chelyabinsk.

Um serviço fúnebre de um dia também acontece na catedral central da cidade industrial de Perm, localizada a cerca de 1.150 km de Moscou.

(Reportagem de Natalia Shurmina)

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